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Aumento de até 277% na margem do diesel é identificado em fiscalização

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (26) pelos ministérios da Justiça e Segurança Pública e de Minas e Energia, durante um balanço das operações de combate a abusos nos preços.

O governo federal detectou indícios de aumento de até 277% na margem bruta do diesel durante fiscalizações nas distribuidoras de combustíveis.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (26) pelos ministérios da Justiça e Segurança Pública e de Minas e Energia, durante um balanço das operações de combate a abusos nos preços.

Desde o início de março, uma força-tarefa nacional está em operação, reunindo órgãos como Senacon, Procons, Agência Nacional do Petróleo (ANP), Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. Até agora, mais de 3 mil postos têm sido fiscalizados, além de 342 agentes regulados, incluindo 78 distribuidoras.

Foram registrados 16 autos de infração por indícios de prática abusiva de preços durante as inspeções nas distribuidoras. O aumento de 277% na margem do diesel foi um dos casos mais expressivos encontrados. Entre as empresas autuadas estão grandes distribuidoras como Alesat, Ipiranga, Raízen e Vibra Energia, que agora enfrentam processos administrativos na ANP. A força-tarefa visa combater reajustes considerados injustificados ao consumidor, e aumentos sem comprovação de elevação de custos são classificados como prática abusiva.

As operações de fiscalização já cobriram 50 cidades em 12 estados, com a expectativa de ampliação das ações. A Senacon implementou um plantão técnico permanente, em colaboração com Procons de todo o país, para acelerar a identificação e punição de irregularidades.

Além disso, operações em rodovias já começaram em estados como Bahia, Maranhão, Paraíba, Espírito Santo e no Distrito Federal.

Apesar das irregularidades encontradas, o governo assegura que não há risco de desabastecimento de diesel no Brasil. O Ministério de Minas e Energia reafirma que o país possui oferta suficiente para atender à demanda nos meses de março e abril, monitorando a situação por meio de uma sala de acompanhamento que se reúne a cada 48 horas.

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