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Aumento de 13% nos feminicídios em Mato Grosso: Sinop lidera

Os dados foram extraídos do relatório sobre mortes violentas de mulheres e meninas por razões de gênero e abrangem 36 municípios do Estado.

A Diretoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso confirmou um aumento de 13% nos casos de feminicídio, com 53 vítimas registradas entre janeiro e dezembro de 2022, em comparação a 47 no ano anterior.

Os dados foram extraídos do relatório sobre mortes violentas de mulheres e meninas por razões de gênero e abrangem 36 municípios do Estado.

Os feminicídios ocorreram em todas as 15 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISPs), evidenciando a descentralização da violência letal contra a mulher, que afeta tanto grandes cidades quanto pequenos municípios. O levantamento aponta que a maior concentração de ocorrências está em municípios de médio e grande porte, com Sinop (RISP 3) em primeiro lugar, contabilizando 6 casos. Cuiabá (RISP 1), Várzea Grande (RISP 2) e Lucas do Rio Verde (RISP 14) registraram 3 casos cada, enquanto Cáceres, Guarantã do Norte, Nobres, Nova Mutum, Rondonópolis e Sorriso tiveram 2 feminicídios cada.

As regiões Norte e Médio-Norte de Mato Grosso foram as que mais registraram ocorrências, totalizando 9 casos, com destaque também para Sorriso (2) e Vera (1).

A diretoria apontou que a incidência elevada ocorre em áreas de crescimento populacional e dinâmico econômico, o que exige ações preventivas estruturadas.

Em termos de perfil das vítimas, 72% tinham entre 18 e 45 anos, e 79% foram mortas por parceiros íntimos.

As principais motivações incluem a não aceitação de términos (28%), ciúmes (23%) e brigas de casal (23%). Os métodos mais comuns utilizados nos crimes foram armas brancas (43%) e armas de fogo (38%).

Além disso, foram registrados 18.200 acolhimentos relacionados a medidas protetivas durante o mesmo período.

Analisando a série histórica entre 2020 e 2025, observa-se que os registros de feminicídios apresentam oscilações significativas, com uma média aproximada de 49,6 por ano. Somente em 2020, foram computadas 62 mortes pelo crime.

O aumento registrado em 2022, com 53 feminicídios, supera a média histórica e configura o maior número desde o início da pandemia, indicando uma tendência preocupante de agravamento.

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