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Ações federais prometem aliviar custo do diesel para varejistas

De acordo com levantamentos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o diesel acumulou alta de 27,16% desde o início dos conflitos recentes.

Para Nelson Soares Júnior, diretor executivo do Sindipetróleo-MT, as medidas adotadas pelo governo federal devem contribuir para a redução do preço do diesel nos postos de Mato Grosso, mesmo diante de um cenário econômico global ainda pressionado por conflitos internacionais.

As ações foram implementadas pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Camara 22814/2026

De acordo com levantamentos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o diesel acumulou alta de 27,16% desde o início dos conflitos recentes.

Na época em que começaram as tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, os preços em Cuiabá variavam entre R$ 5,89 e R$ 6,39. Já entre os dias 5 e 11 de abril, os valores subiram e passaram a oscilar entre R$ 7,09 e R$ 7,49, dependendo do posto.

Entre as medidas anunciadas pelo governo estão a concessão de subsídio de R$ 1,20 por litro para o diesel importado e de R$ 0,80 por litro para o combustível produzido no país, além da isenção total de tributos federais (PIS/Cofins) sobre o biodiesel.

O impacto do diesel vai além dos veículos pesados. O aumento no combustível encarece o frete, refletindo diretamente no preço final de alimentos, medicamentos e produtos essenciais ao consumidor.

Segundo Soares, já é possível perceber um movimento de queda nos preços. Ele explica que, por regra, cerca de 70% do diesel consumido no Brasil é de produção nacional, enquanto o restante é importado. Por isso, o valor final nas bombas resulta de uma média entre os custos desses dois mercados.

Ele também destacou o papel da Petrobras nesse cenário. Como exportadora de petróleo, a estatal se beneficia da alta internacional da commodity. Ao manter o preço interno do diesel abaixo do praticado no exterior, contribui para suavizar os impactos no mercado doméstico.

A expectativa, conforme o dirigente, é de que os preços continuem caindo gradualmente à medida que os estoques mais caros forem sendo substituídos por combustíveis adquiridos com os novos incentivos.

Apesar disso, ele alerta que, mesmo com o fim dos conflitos, a recuperação do mercado não será imediata. O processo pode levar pelo menos seis meses, considerando a necessidade de reconstrução de estruturas produtivas e a reorganização das cadeias globais.

Nesse período, a tendência é de manutenção da pressão sobre os preços, com reflexos na inflação e dificuldade na redução das taxas de juros, o que aponta para um cenário econômico ainda desafiador no curto prazo.

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