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Acesso à informação cresce, mas diagnóstico precoce continua desafiador

Os sintomas da endometriose incluem cólicas intensas, náuseas, dor durante relações sexuais e, em alguns casos, dificuldades para engravidar. Quando a dor é incapacitante e não responde a analgésicos comuns, a investigação se torna essencial.

Março, conhecido como o Mês da Mulher, é uma oportunidade para reforçar a conscientização sobre doenças que impactam a saúde feminina, como endometriose, HPV e câncer do colo do útero.

Os sintomas da endometriose incluem cólicas intensas, náuseas, dor durante relações sexuais e, em alguns casos, dificuldades para engravidar. Quando a dor é incapacitante e não responde a analgésicos comuns, a investigação se torna essencial.

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O diagnóstico definitivo é realizado por videolaparoscopia, um procedimento que examina a cavidade pélvica em busca dos focos da doença. Sandra observa que tratamentos eficazes estão disponíveis – desde medicamentos até intervenções cirúrgicas, especialmente quando o diagnóstico é precoce. Em estágios mais avançados, podem ocorrer aderências entre os órgãos pélvicos, tornando a abordagem mais complexa.

Outro aspecto crítico mencionado pela ginecologista é o HPV, um vírus transmitido principalmente por contato sexual, que possui mais de 150 tipos. Alguns desses tipos têm alto risco de ligação ao câncer do colo do útero, além de outros tumores na orofaringe, ânus, vulva e vagina. A especialista adverte que a infecção geralmente não apresenta sintomas, sendo diagnosticada em exames rotineiros.

“O exame Papanicolau é indispensável para detectar alterações celulares iniciais e prevenir a progressão para o câncer. Com acompanhamento regular, é viável tratar lesões na fase inicial e alcançar a cura”, afirma.

A vacinação contra o HPV é uma estratégia de prevenção fundamental. A recomendação é imunizar meninos e meninas entre 9 e 14 anos, embora a vacina possa ser administrada até os 45 anos. Adicionalmente, Sandra enfatiza que o uso de preservativos pode reduzir o risco de transmissão, mas não elimina totalmente a possibilidade, visto que o vírus pode estar presente em áreas não cobertas pela camisinha.

Sobre o câncer do colo do útero, Sandra explica que a doença tende a evoluir de forma lenta e silenciosa, levando anos até a manifestação de sinais mais evidentes. Sintomas de alerta incluem sangramentos fora do período menstrual, sangramento após relações sexuais e corrimento persistente. Quando a dor surge, frequentemente o tumor já se encontra em estágio avançado, dificultando o tratamento e reduzindo as chances de cura.

Sandra ressalta que um dos maiores desafios ainda é incentivar as mulheres a priorizarem seu próprio cuidado. Muitas delas costumam colocar família, trabalho e outras responsabilidades à frente da saúde pessoal.

“As mulheres precisam entender que estar bem é crucial para cuidar de tudo ao seu redor. Consultar o ginecologista regularmente, realizar exames preventivos e adotar hábitos saudáveis são atitudes que podem salvar vidas”, reforça.

Neste mês dedicado às mulheres, a conscientização sobre essas doenças serve como um convite ao autocuidado e à prevenção. “O diagnóstico precoce, a vacinação e o acompanhamento médico contínuo são as principais formas de reduzir complicações, melhorar a qualidade de vida e evitar mortes evitáveis”, conclui a doutora Sandra.

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