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Sinop: presidente da câmara inspeciona obras, critica “mau planejamento”, “abandono” e “falta firmeza da prefeitura”

Vereadores inspecionaram trechos das obras iniciadas em maio e apontaram obras abandonadas em sinop, que têm provocado transtornos aos moradores e questionamentos sobre a fiscalização da prefeitura.

O presidente da Câmara Municipal, Moises Jardim do Ouro, acompanhado dos vereadores Gilsimar Silva e Ênio da Brígida, vistoriou trechos das intervenções realizadas por uma empreiteira sediada na Bahia. Segundo os parlamentares, a execução carece de planejamento e tem gerado “inúmeros transtornos para moradores”.

Estrada Adalgisa: retirada precoce da ponte e “abandono”

Na estrada Adalgisa, onde está prevista a pavimentação, Moises Jardim classificou a situação como “abandono”. Segundo ele, a empreiteira retirou a ponte de madeira “antes da hora”, deixando moradores sem acesso adequado. Relatos colhidos pelos vereadores apontam atoleiros, acidente com motocicleta e impossibilidade de passagem de caminhões de lixo, o que obrigou moradores a percorrer desvios de até 10 km.

Responsabilidade da prefeitura e medidas cobradas

Os vereadores criticaram a prefeitura por ter permitido a retirada da ponte sem um plano de ação. “Se a prefeitura liberou fazer dessa forma, errou”, afirmou Moises. A empresa que venceu a licitação recebeu ordem de serviço em maio, assinada pelo prefeito Roberto Dorner, e teria contratado seguro de R$ 1 milhão — exigência prevista no processo licitatório —, mas, na avaliação do presidente da Câmara, o seguro não substitui a execução adequada das obras.

O secretário de Obras informou, segundo os vereadores, que a empresa CTA recebeu notificação para resolver os pontos críticos. Ainda assim, Moises critica o que chama de “programação de andamento furada” e pede medidas mais enérgicas da prefeitura: “Enquanto a prefeitura não penalizar as aventureiras, as outras não vão levar a sério obras em Sinop”.

Outras frentes: Chácara Planalto e avenida Andre Maggi

No bairro Chácara Planalto e em outras vias, os parlamentares observaram execução “muito mal planejada”, com frentes de serviço que restringem o direito de ir e vir. Moises destacou que a mesma empreiteira tem prazo de 90 dias em alguns trechos, mas age de maneira que, segundo ele, demonstra amadorismo.

Os vereadores também visitaram a obra de asfaltamento na avenida Andre Maggi, executada por uma empresa local. Nessa frente, eles apontaram que foi colocado pouco cascalho e que a tubulação instalada parece subdimensionada. O presidente da Câmara adiantou que irá requerer projetos e documentos para análise técnica.

Impactos práticos e posição dos vereadores

  • Moradores: enfrentam atoleiros, desvios longos, risco de acidentes e interrupção de serviços como coleta de lixo.
  • Prefeitura: é responsabilizada politicamente pelos vereadores por autorizar procedimentos sem plano de mitigação e por não aplicar sanções eficazes.
  • Empreiteira: é acusada de falta de planejamento e amadorismo, apesar de ter cumprido exigência de seguro.

Os parlamentares afirmam que não têm poder direto para paralisar obras, mas que continuarão a fiscalizar e a cobrar providências formais da administração municipal para garantir segurança e acessibilidade aos moradores.

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