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PF em Mato Grosso deflagra operação e investiga grupo suspeito de fraudes com crédito consignado

A operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em endereços nas cidades de São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS), autorizados pela Justiça Federal de Mato Grosso.

A Polícia Federal, em ação conduzida pela delegacia de Cuiabá, deflagrou nesta data a Operação Fugazi para investigar indícios de fraudes em crédito consignado que teriam lesado servidores públicos, aposentados e pensionistas.

O que aconteceu

A operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em endereços nas cidades de São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS), autorizados pela Justiça Federal de Mato Grosso.

Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens móveis e imóveis e o bloqueio de valores e ativos financeiros vinculados aos investigados.

Como o suposto esquema funcionava

Segundo a investigação, empresas ligadas ao grupo teriam oferecido aos consumidores um produto apresentado como “cartão de crédito consignado”, que na prática funcionaria como empréstimo consignado com juros elevados. A apuração indica a utilização de mecanismos que dificultariam a quitação da dívida e poderiam provocar aumento do saldo devedor, configurando, em tese, práticas lesivas aos tomadores.

Possíveis crimes e alcance das apurações

Os investigadores apuram indícios de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e suspeitas de lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos que possam ser identificados à medida que a investigação avance. As medidas cautelares visam, principalmente, reunir novos elementos probatórios, identificar o fluxo financeiro dos recursos e esclarecer a participação de cada um dos investigados.

Alvos, provas e próximos passos

As ações de busca e apreensão foram planejadas para coletar documentos, dispositivos eletrônicos e registros contábeis que possam mapear operações, contratos e movimentações financeiras do grupo investigado. Após a análise do material apreendido e do bloqueio de ativos, o Ministério Público e a Polícia Federal poderão propor medidas adicionais, como ações penais ou pedidos de ressarcimento às vítimas.

 

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