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Trump: Irã pediu novas negociações, mas cessar-fogo ‘acabou’

Em mensagem publicada na plataforma Truth Social, Trump afirmou que "a República Islâmica do Irã pediu para continuar as conversas" e que Washington concordou em voltar a negociar ao mesmo tempo em que declarou que o cessar‑fogo entre os dois países "acabou".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta sexta‑feira, 10, que os EUA aceitaram um pedido do Irã para retomar as conversas entre as partes.

Em mensagem publicada na plataforma Truth Social, Trump afirmou que “a República Islâmica do Irã pediu para continuar as conversas” e que Washington concordou em voltar a negociar ao mesmo tempo em que declarou que o cessar‑fogo entre os dois países “acabou”.

Escalada e respostas militares

A declaração de Trump ocorre após uma nova onda de incidentes na região. Nesta semana, navios comerciais foram alvo de ataques no Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte global de petróleo. Em resposta a essas ações, os Estados Unidos realizaram bombardeios contra alvos iranianos. O Irã, por sua vez, atacou instalações militares americanas localizadas em países vizinhos do Golfo.

Sequência dos eventos

  • Ataques contra navios no Estreito de Ormuz.
  • Retaliação americana com bombardeios a alvos iranianos.
  • Resposta iraniana a instalações militares dos EUA em países do Golfo.

Mediação do Catar e agenda das conversas

Negociadores do Catar estiveram em Teerã para discutir formas de reduzir a tensão regional e tratar especificamente da segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Entre os pontos em discussão estão a implementação de um memorando de entendimento previamente firmado entre Washington e Teerã e as disputas que desencadearam a escalada militar recente.

Impacto econômico e na navegação

O aumento das tensões já afetou o tráfego de petroleiros na região, que passou a operar em ritmo mais lento, e pressionou os preços do petróleo, refletindo inquietação dos mercados com a segurança da navegação e os riscos ao abastecimento global.

O que permanece incerto

Até o momento não há detalhes públicos sobre o formato ou o cronograma das negociações que serão retomadas, tampouco sobre as garantias que cada lado exigirá para avançar. A mediação do Catar pode abrir canal de interlocução, mas a continuidade das ações militares torna imprevisível o resultado final das conversas.

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