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Déficit primário das contas públicas atinge R$ 56,1 bilhões em maio

Este resultado abrange as contas públicas do governo federal, Estados, municípios e empresas estatais, excluindo a Petrobras. O resultado segue um superávit de R$ 24,6 bilhões obtido em abril.

O setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 56,1 bilhões em maio, conforme informou o Banco Central do Brasil nesta terça-feira, 30.

Este resultado abrange as contas públicas do governo federal, Estados, municípios e empresas estatais, excluindo a Petrobras. O resultado segue um superávit de R$ 24,6 bilhões obtido em abril.

O déficit superou a mediana das projeções do mercado, que previa um saldo negativo de R$ 53,9 bilhões. Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, quando o rombo foi de R$ 33,7 bilhões, o resultado também piorou, marcando o maior déficit para o mês de maio desde 2024.

O governo central foi responsável pela maior parte desse resultado, apresentando um déficit primário de R$ 55,1 bilhões. Estados e municípios registraram um saldo negativo de R$ 1,236 bilhão, enquanto as empresas estatais tiveram um superávit de R$ 273 milhões no período.

No acumulado de janeiro a maio, o setor público acumulou um déficit primário de R$ 24,8 bilhões, correspondente a 0,45% do Produto Interno Bruto (PIB). O governo central está com um déficit acumulado de R$ 46,139 bilhões, enquanto os governos regionais registram um superávit de R$ 28,669 bilhões.

Incluindo o pagamento dos juros da dívida, o déficit nominal chegou a R$ 163,6 bilhões em maio. No total acumulado de 2026, o resultado negativo soma R$ 483,8 bilhões, ou 8,74% do PIB. Nos últimos 12 meses, o déficit nominal alcança R$ 1,260 trilhão, correspondente a 9,62% do PIB.

Adicionalmente, o Banco Central informou que a Dívida Bruta do Governo Geral aumentou de 80,2% para 81,1% do PIB entre abril e maio. Em termos nominais, o estoque da dívida passou de R$ 10,443 trilhões para R$ 10,6 trilhões. A Dívida Líquida do Setor Público também cresceu, subindo de 67,2% para 67,9% do PIB, totalizando R$ 8,8 trilhões.

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