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Brasil envia quase 150 profissionais para resgate na Venezuela

Quatro aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) transportaram bombeiros, militares, profissionais de saúde e equipes de apoio logístico.

O Brasil mobilizou quase 150 profissionais para as operações de busca, resgate e atendimento às vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira, 24. Segundo a embaixadora do Brasil no país, Glivânia Maria de Oliveira, mais de 130 brasileiros já estão na linha de frente da missão humanitária.

Quatro aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) transportaram bombeiros, militares, profissionais de saúde e equipes de apoio logístico.

A maior parte das atividades está concentrada em La Guaira, a localidade mais afetada pelos tremores.

Cerca de 70 bombeiros de São Paulo, Minas Gerais e Paraná estão diretamente envolvidos nas buscas por sobreviventes. O Hospital de Campanha da Marinha do Brasil, que já está em funcionamento, possui capacidade para realizar até 100 atendimentos diários, incluindo centro cirúrgico, leitos de internação, unidade de terapia intensiva, clínica geral, pediatria, ortopedia e farmácia.

Ainda de acordo com a embaixadora, a primeira equipe brasileira foi acionada poucas horas após desembarcar na Venezuela. Na mesma noite, os socorristas participaram do resgate de uma jovem presa entre os escombros de um edifício em La Guaira, acompanhada de um cachorro.

Além das equipes de resgate, o Brasil enviou purificadores de água, medicamentos, insumos médicos e equipamentos de emergência. Duas bases de apoio foram instaladas em La Guaira para facilitar as operações, e autoridades brasileiras mantêm contato com o governo venezuelano para avaliar novas necessidades.

O balanço mais recente das autoridades da Venezuela informa que 1.719 pessoas morreram, 5.034 ficaram feridas e 15.866 estão desabrigadas. O governo também notificou que 855 edifícios foram danificados, dos quais 189 desabaram completamente.

Embora 90% do sistema elétrico tenha sido restabelecido em La Guaira, os hospitais da região permanecem sobrecarregados. Ao menos oito unidades de saúde em Caracas e áreas adjacentes precisaram ser fechadas devido aos danos estruturais.

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