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Investimentos chineses no Brasil aumentam 45% e lideram

O país atraiu US$ 6,1 bilhões em investimentos, um crescimento de 45% em relação a 2024, à medida que empresas chinesas passaram a diversificar sua atuação na maior economia da América Latina, especialmente nos setores de energia limpa e mineração.

O Brasil ocupou novamente o primeiro lugar no ranking mundial de investimentos chineses em 2025, recebendo 10,9% do total dos aportes, conforme divulgado pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) nesta quinta-feira.

O país atraiu US$ 6,1 bilhões em investimentos, um crescimento de 45% em relação a 2024, à medida que empresas chinesas passaram a diversificar sua atuação na maior economia da América Latina, especialmente nos setores de energia limpa e mineração.

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Este volume de investimentos foi o maior desde 2017, quando somou US$ 8,8 bilhões. Nos últimos cinco anos, o Brasil alternou seu posicionamento entre o primeiro e o quinto lugar entre os principais destinos de investimento chinês, tendo liderado também em 2021. O levantamento destaca que a moeda mais fraca do Brasil, aliada a um extenso mercado consumidor e a abundância de recursos naturais, torna o país altamente atrativo para os investidores da China.

O diretor de conteúdo e pesquisa do CEBC, Tulio Cariello, afirmou à Reuters que “são poucos países no mundo hoje que têm todos esses atrativos”.

Embora o setor elétrico tenha se destacado na recepção de investimentos, a mineração mostrou um novo apelo, triplicando os aportes em 2025.

O setor automotivo também teve um papel notável, representando 15,8% dos investimentos chineses no Brasil. Nos últimos tempos, empresas como GWM e BYD chegaram a adquirir fábricas de montadoras ocidentais, transformando-as em centros de produção de veículos elétricos e híbridos, registrando vendas em crescimento.

Além disso, os investimentos se expandiram para tecnologia da informação, logística, manufatura de eletrônicos e até no segmento de fast food e delivery, com a entrada de marcas como Keeta e Mixue. A Vivo Mobile, por exemplo, lançou a marca de smartphones Jovi, destacando o Brasil como “uma prioridade estratégica de longo prazo”.

O futuro dos investimentos chineses no Brasil estará alinhado tanto com as políticas internas, como a transição energética, quanto com tendências externas, incluindo tensões geopolíticas. Cariello previu que haverá continuidade nos projetos, com uma possível intensificação na mineração e no setor de novas energias.

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