Portal 93
Com você onde você for.

Portugal endurece acesso à cidadania

A principal alteração é o aumento do tempo mínimo de residência para dar início ao processo de naturalização. Brasileiros, cidadãos da União Europeia e de países lusófonos deverão aguardar sete anos, um acréscimo em relação aos cinco anos anteriores.

O presidente de Portugal, António José Seguro, promulgou neste domingo, 3, a nova Lei da Cidadania, que estabelece regras mais rigorosas para a concessão de nacionalidade, afetando milhares de brasileiros no país.

A principal alteração é o aumento do tempo mínimo de residência para dar início ao processo de naturalização. Brasileiros, cidadãos da União Europeia e de países lusófonos deverão aguardar sete anos, um acréscimo em relação aos cinco anos anteriores.

Camara 22814/2026

Para demais estrangeiros, o prazo foi elevado para dez anos.

A nova legislação também amplia os requisitos para a naturalização. Os candidatos devem comprovar conhecimento da língua e da cultura portuguesas, além de demonstrar compreensão sobre os direitos, deveres e a organização política do país. É exigido também que declarem adesão aos princípios do Estado democrático. O presidente defendeu a implementação de critérios mais exigentes, ressaltando a importância de garantir a integração dos imigrantes.

Adicionalmente, os filhos de estrangeiros nascidos em Portugal não terão mais a nacionalidade automática. Será necessário apresentar uma declaração formal e comprovar pelo menos três anos de residência legal de um dos pais.

A legislação também torna mais rigorosa a naturalização de menores, exigindo documentação que comprove a frequência escolar e outros critérios de integração.

A perda da cidadania poderá ser decretada judicialmente para naturalizados condenados a mais de cinco anos de prisão por crimes graves, como terrorismo e tráfico de drogas. A lei ainda extingue a via especial para descendentes de judeus sefarditas e restringe a naturalização de pais de filhos portugueses que estejam em situação irregular.

O presidente assegurou que os processos já em andamento não serão afetados e defendeu que os atrasos do Estado não prejudiquem a contagem dos prazos.

Comentários estão fechados.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja bem com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Leia Mais

Politica de Privacidade & Cookies