Soja brasileira tem crescimento no 1º trimestre com destaque para MT
O ritmo acelerado no campo contribuiu para ampliar a disponibilidade e favorecer o escoamento da produção para o exterior.
As exportações brasileiras de soja cresceram no primeiro trimestre de 2026, impulsionadas principalmente pelo avanço da colheita e pela maior oferta do grão no mercado.
O ritmo acelerado no campo contribuiu para ampliar a disponibilidade e favorecer o escoamento da produção para o exterior.

No cenário internacional, a China manteve a posição de principal destino da soja brasileira, concentrando grande parte dos embarques. Apesar disso, em março, o volume adquirido pelo país asiático foi de 9,97 milhões de toneladas, cerca de 10,39% menor em relação ao mesmo período do ano passado, reflexo de ajustes nas compras e da suspensão temporária de embarques por algumas tradings. Outros mercados, como Espanha e Turquia, também tiveram participação relevante, contribuindo para a diversificação das exportações.
No Brasil, o avanço da colheita foi decisivo para o aumento dos embarques, especialmente em março, quando houve intensificação nas operações logísticas. Nesse cenário, Mato Grosso se manteve como principal destaque nacional. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o estado liderou as exportações, sustentado por uma safra robusta e pela forte capacidade produtiva.
Ao todo, o Brasil exportou 23,46 milhões de toneladas de soja entre janeiro e março, um crescimento de 5,93% na comparação anual. Somente em março, os embarques somaram 14,52 milhões de toneladas, avanço de 105,29% em relação a fevereiro. Mato Grosso respondeu por 4,84 milhões de toneladas no trimestre, alta de 4,39%, sendo que 2,99 milhões tiveram como destino a China.
Com o aumento da oferta durante o período de colheita, os preços tendem a sofrer pressão no curto prazo. Por outro lado, a demanda internacional consistente, liderada pela China, ajuda a equilibrar o mercado e evita quedas mais acentuadas.
O desempenho confirma o padrão sazonal da soja, com maior volume exportado no início do ano. A expectativa é de manutenção de níveis elevados de embarques nos próximos meses, mantendo o Brasil em posição estratégica no comércio global da commodity ao longo de 2026.
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