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Casal é preso acusado de abusar de crianças e registrar crimes em MT

Com o avanço das apurações, os indícios apontaram que o próprio professor seria o responsável pelas ameaças e pela exigência da produção do material.

Um professor de música, de 38 anos, e sua ex-companheira, de 32, foram presos em ações conjuntas das polícias Civil e Militar por envolvimento em crimes de estupro de vulnerável e produção de material pornográfico envolvendo menores. O caso foi registrado no município de Campo Verde.

O homem foi preso em flagrante na última quarta-feira (15), após ser localizado na companhia de uma adolescente de 14 anos, considerada desaparecida desde dezembro de 2025, quando saiu de Jaciara sem autorização da família.

Já a ex-companheira dele teve a prisão preventiva cumprida na sexta-feira (17), suspeita de participação nos abusos contra os próprios filhos, uma criança de 11 anos e outra de 9.

As investigações começaram após a Polícia Militar receber informações de que a mulher estaria sendo ameaçada por criminosos para praticar atos sexuais com os filhos e permitir os abusos por parte do ex-companheiro, que também registraria os crimes em vídeo.

Com o avanço das apurações, os indícios apontaram que o próprio professor seria o responsável pelas ameaças e pela exigência da produção do material.

Durante as diligências, os policiais encontraram o suspeito com a adolescente e identificaram que ele mantinha um relacionamento com a menor desde quando ela tinha 13 anos. A jovem era considerada desaparecida há meses.

Na casa do investigado, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, como celulares e computadores, além de medicamentos. Todo o material foi encaminhado para perícia e deve auxiliar no andamento das investigações.

Segundo o delegado Gabriel Conrado, responsável pelo caso, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o suspeito possa ter ligação com um grupo criminoso voltado à exploração sexual de crianças e adolescentes, incluindo a produção e distribuição de conteúdo ilegal.

As investigações continuam e a polícia não descarta o surgimento de novas vítimas, já que o professor atuou em instituições de ensino também nos municípios de Nova Brasilândia

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