Sinop pode liderar nova industrialização com ZPE, diz presidente da Abrazpe ao destacar força do Nortão
O tema foi debatido em um encontro realizado na última sexta-feira à noite, reunindo empresários, representantes de entidades e lideranças políticas.
Sinop avança nas discussões para a implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE), considerada estratégica para impulsionar a industrialização e ampliar a geração de empregos na região Norte do estado.
O tema foi debatido em um encontro realizado na última sexta-feira à noite, reunindo empresários, representantes de entidades e lideranças políticas.

A reunião foi organizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico em parceria com instituições locais e contou com a presença do presidente da Associação Brasileira de Zonas de Processamento de Exportação (Abrazpe), Helson Braga.
Durante a apresentação, Braga explicou que a ZPE funciona como um distrito industrial planejado, com infraestrutura adequada para receber empresas industriais e de serviços. Segundo ele, o diferencial está nos regimes tributário, cambial e administrativo específicos, que tornam o ambiente mais competitivo para investimentos.
Ele destacou que a criação de uma ZPE traz impactos diretos na economia, especialmente na geração de empregos. Para o dirigente, esse é um dos principais desafios da gestão pública atualmente, e só pode ser enfrentado com estímulos à instalação e expansão de empresas.
A implantação, no entanto, depende de uma atuação conjunta entre os governos federal, estadual e municipal.
Braga também ressaltou que o modelo já é amplamente utilizado em diversos países como ferramenta de desenvolvimento econômico.
Na avaliação dele, o Norte de Mato Grosso, reconhecido pela força no agronegócio, tem potencial para avançar na industrialização, agregando valor às commodities produzidas e ampliando a renda regional. Ele ainda pontuou que os benefícios de uma ZPE vão além do município, impactando toda a área de influência.
Em relação aos investimentos, o presidente da Abrazpe explicou que, embora não seja possível estimar valores exatos neste momento, é necessário garantir infraestrutura básica, como energia, acessos, abastecimento de água e tratamento de resíduos.
Ele destacou que existem dois tipos de estrutura: a interna, dentro do distrito industrial, e a externa, relacionada à logística e serviços essenciais.
Nesse cenário, Braga defendeu as parcerias público-privadas (PPPs) como caminho viável para tirar o projeto do papel. Segundo ele, além do poder público, a iniciativa privada também tem papel fundamental, já que a ZPE funciona como um empreendimento econômico, com áreas que podem ser comercializadas ou arrendadas para empresas.
O potencial estratégico de Sinop também foi evidenciado durante o encontro, principalmente pela sua localização e relevância no setor agropecuário. Para Braga, o município pode liderar um novo ciclo de desenvolvimento, com foco na industrialização e na transformação de matérias-primas em produtos com maior valor agregado.
Ele lembrou ainda que Mato Grosso já possui uma experiência semelhante em Cáceres, onde a ZPE foi estruturada após décadas de articulação e recentemente entrou em operação. O dirigente avaliou que o Estado tem capacidade para expandir o modelo para outras regiões, criando diferentes polos de desenvolvimento e diversificando a economia.
Por fim, Braga afirmou que o Brasil começa a avançar em uma estratégia já consolidada internacionalmente, baseada na verticalização da produção e no fortalecimento da indústria. O encontro em Sinop, segundo ele, representa um passo inicial importante nesse processo.
A articulação local foi conduzida pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, José Pedro Serafini, que reuniu lideranças e instituições para discutir a viabilidade da ZPE no município.
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