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Demanda de milho em Mato Grosso cresce 9,3%, mas China compra menos

Esse crescimento é impulsionado principalmente pela elevação da utilização doméstica, que cresce 12,90%, com destaque para o etanol de milho, além do avanço nas exportações, que se elevam 9,24%.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) divulgou ontem que a demanda de milho em Mato Grosso para a safra 24/25 será de 52,72 milhões de toneladas, representando um aumento de 9,38% em relação à safra anterior.

Esse crescimento é impulsionado principalmente pela elevação da utilização doméstica, que cresce 12,90%, com destaque para o etanol de milho, além do avanço nas exportações, que se elevam 9,24%.

Camara 22814/2026

Este cenário se dá em um contexto de mudança nas importações globais, com a China reduzindo seu volume de compras e países como Egito, Irã e Vietnã aumentando suas aquisições.

Para a safra 25/26, a previsão de demanda é de 53,51 milhões de toneladas, um aumento modesto de 1,50% em relação à safra 24/25. A demanda interna também cresce, subindo 9,18%, alcançando 20,11 milhões de toneladas. Este aumento faz com que a participação do consumo interno na demanda total de milho em Mato Grosso chegue a 37,58%, uma elevação significativa de 17,08 pontos percentuais ao longo de cinco safras. O fortalecimento do etanol de milho é, portanto, um fator crucial nesse aumento.

Em contrapartida, as exportações de milho devem registrar uma leve queda de 0,38% para a safra 25/26, refletindo as tendências do mercado externo. A saca de milho em Mato Grosso foi cotada em média a R$ 46,45 na semana passada, de acordo com o indicador do IMEA.

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