Área tratada com bioinsumos no Brasil cresce 28% em 2025/26
A cifra supera a taxa média de 15% ao ano observada entre 2022 e 2024, evidenciando a consolidação desses insumos no setor agrícola.
A aplicação de bioinsumos no Brasil alcançou 194 milhões de hectares tratados na safra 2025/26.
O setor registrou um crescimento de 28% em comparação ao ano anterior, segundo a diretora de Bioinsumos da CropLife Brasil, Amália Borsari.

A cifra supera a taxa média de 15% ao ano observada entre 2022 e 2024, evidenciando a consolidação desses insumos no setor agrícola.
Em termos de valor, o mercado de bioinsumos atingiu R$ 6,15 bilhões em 2025. Os bioinseticidas se destacaram com aproximadamente R$ 2,1 bilhões em faturamento, um aumento de 35% em relação ao ano anterior, superando os bionematicidas que totalizaram R$ 1,8 bilhão. Os biofungicidas também apresentaram crescimento, arrecadando R$ 1,4 bilhão, além dos inoculantes, que somaram R$ 800 milhões.
Os inoculantes dominam a área tratada, abrangendo 77 milhões de hectares, o que representa 40% do total. Essa tecnologia, baseada em bactérias fixadoras de nitrogênio, tem uma adoção superior a 90% na cultura da soja, substituindo a adubação nitrogenada. Sua utilização se expande também para milho safrinha e cana-de-açúcar.
- Bionematicidas: Tratam 44 milhões de hectares, com um crescimento de 60% (16 milhões de hectares adicionais), sendo especialmente relevantes no manejo do algodão e da soja.
- Bioinseticidas: Alcançam 47 milhões de hectares, com expansão de 42%, focando no controle de pragas, como a broca da cana e o greening em citros.
- Biofungicidas: A área tratada chegou a 26 milhões de hectares, refletindo um crescimento de 37%, voltado principalmente ao controle de doenças como a ferrugem, com aumento das aplicações foliares.
A soja é a principal cultura, responsável por 62% do uso total de bioinsumos, seguida pelo milho e cana-de-açúcar, que representam 22% e 10%, respectivamente.
Mato Grosso lidera em área e valor devido ao cultivo de soja, milho e algodão, enquanto São Paulo se destaca nas cadeias de cana e citros. A região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) já representa 11% da área tratada no Brasil, com a adoção sendo impulsionada por características climáticas e de solo favoráveis.
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