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Alta de 55% no combustível de aviação pode limitar voos no Brasil

A associação, em comunicado, ressaltou que esse aumento impacta a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, prejudicando a conectividade do país e a acessibilidade ao transporte aéreo.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alertou, na quarta-feira, dia 1°, para consequências severas no setor aéreo brasileiro após a elevação de quase 55% no preço do combustível de aviação.

A associação, em comunicado, ressaltou que esse aumento impacta a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, prejudicando a conectividade do país e a acessibilidade ao transporte aéreo.

Camara 22814/2026

A alta no preço, somada ao reajuste de março, elevou os custos operacionais das companhias aéreas, que agora têm 45% de suas despesas vinculadas ao combustível, em comparação a 30% anteriormente. A Petrobras confirmou esse ajuste, explicando que a nova taxa de venda para distribuidoras reflete a paridade internacional dos preços do petróleo.

Para amenizar os efeitos do reajuste, a estatal disponibilizou a opção de parcelamento do aumento, onde as distribuidoras arcarão com 18% da alta em abril e o restante será dividido em seis parcelas a partir de julho. Em nota, a Petrobras destacou que essa medida busca preservar a demanda pelo produto e atenuar os impactos no setor de aviação do Brasil.

O aumento do combustível está atrelado à valorização do petróleo no mercado internacional, que passou de US$ 70 para mais de US$ 115 devido à guerra no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Apesar de o Brasil produzir 80% do querosene consumido internamente, os preços são influenciados pelas flutuações globais.

Embora a Abear não tenha indicado aumentos diretos nas tarifas, a discussão sobre mecanismos para mitigar essas novas despesas foi enfatizada. O Grupo Abra, controlador da Gol, alertou que cada incremento de um dólar no galão de combustível pode acarretar um aumento de 10% nas tarifas das passagens. Além disso, a Azul já elevou seu preço médio em mais de 20% nas últimas três semanas e prevê uma redução de 1% na oferta de voos domésticos para o segundo trimestre.

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