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ACES vê riscos para pequenos negócios com mudanças na jornada de trabalho

Ele aponta que, enquanto pode beneficiar setores como turismo, a mudança traz desafios significativos para pequenos e médios empreendedores, que representam entre 60% e 70% do Produto Interno Bruto (PIB) local.

A proposta de redução da jornada de trabalho na PEC 08/2025, que elimina a escala de 6 dias de trabalho e 1 de folga, é analisada com preocupação por Fábio Migliorini, diretor da Associação Comercial e Empresarial de Sinop (ACES).

Ele aponta que, enquanto pode beneficiar setores como turismo, a mudança traz desafios significativos para pequenos e médios empreendedores, que representam entre 60% e 70% do Produto Interno Bruto (PIB) local.

Migliorini ressalta a dificuldade que essas empresas enfrentarão na captação de mão de obra, uma vez que o aumento no período de descanso dos colaboradores pode levar à escassez de trabalhadores. Ele destacou que grandes varejistas têm maior capacidade financeira e de negociação, o que lhes permite lidar melhor com os custos decorrentes das mudanças. Em contrapartida, os pequenos negócios operam com margens de lucro reduzidas e estão sob pressão tanto de grandes redes como do comércio eletrônico.

Com a exigência de ampliar o quadro de funcionários para adequar-se à nova jornada, muitos pequenos empreendimentos podem comprometer sua viabilidade econômica. Migliorini explica que, diferentemente das grandes empresas, o pequeno comerciante não consegue repassar aumento de custos ao consumidor devido à intensa concorrência.

Ele percebe que os grandes comerciantes têm mais recursos para absorver mudanças ou até mesmo reduzir preços temporariamente, enquanto os pequenos enfrentam dificuldades adicionais, especialmente com taxas de juros elevadas, atualmente em torno de 14% a 15% ao ano.

Diante desse panorama desafiador, Migliorini defende a inovação como uma estratégia essencial para a competitividade do setor. Ele sugere que pequenos negócios invistam em tecnologia e na diferenciação de produtos para aumentar a produtividade sem depender exclusivamente da ampliação da força de trabalho. Além disso, observa que o ambiente competitivo mudou significativamente com a digitalização, ampliando a concorrência para além do comércio local.

O dirigente destaca o risco da chamada

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