Portal 93
Com você onde você for.

Mato Grosso se une a estados para atrair turismo de pesca internacional

O objetivo é criar ações conjuntas para melhorar a visibilidade do Brasil no mercado internacional de turismo de pesca e avançar na coleta de dados sobre o setor.

O 4º Fórum Nacional do Turismo de Pesca ocorreu nesta quinta-feira (12.3) durante a Pesca Trade Show 2026, reunindo representantes de diversos estados, empresários e especialistas para discutir o fortalecimento da pesca esportiva no Brasil e atrair pescadores estrangeiros.

Um dos principais encaminhamentos foi a formação de um grupo de trabalho com a participação de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Tocantins, Amazonas, São Paulo e Roraima, além do Ministério do Turismo, Ministério da Pesca e Embratur.

Camara 22814/2026

O objetivo é criar ações conjuntas para melhorar a visibilidade do Brasil no mercado internacional de turismo de pesca e avançar na coleta de dados sobre o setor.

Durante o evento, o presidente da Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe), Marcos Glueck, ressaltou a falta de dados consolidados sobre o impacto econômico e o número de praticantes da pesca esportiva no Brasil. Segundo ele, isso dificulta a formulação de políticas públicas adequadas para o segmento. “Um dos objetivos do nosso grupo de trabalho é justamente buscar esses números. São dados importantes para mostrar o tamanho do setor e principalmente o impacto na geração de emprego e renda em comunidades que muitas vezes não têm outras atividades econômicas”, afirmou Glueck, proprietário de uma pousada de pesca em Cuiabá.

Estudos apresentados no fórum revelaram que o turismo de pesca movimentou aproximadamente 72 bilhões de dólares globalmente em 2023 e pode alcançar 211 bilhões de dólares nos próximos anos.

Na Europa, cerca de 25 milhões de pessoas se dedicam à pesca esportiva, cifra muito maior do que a registrada no Brasil.

O perfil do turista de pesca também se destaca: pescadores europeus tendem a dedicar cerca de 18 dias por ano à atividade, ficam em média dez noites em viagens de pesca e gastam 36% a mais do que turistas de outros segmentos. Além da pesca, 75% dos visitantes buscam experiências complementares, como gastronomia, ecoturismo, e vivências culturais.

Glueck enfatizou a importância de entender o comportamento desse turista para desenvolver produtos que atraem esse público ao Brasil. “Estamos analisando os mercados europeu e americano para identificar o perfil desses pescadores e como podemos implementar políticas públicas e produtos turísticos que os atraíam para o país”, explicou.

A secretária adjunta de Turismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Maria Leticia Arruda, destacou que Mato Grosso possui vantagens naturais significativas para o desenvolvimento da pesca esportiva, com acesso rápido a biomas como o Pantanal, Cerrado e Amazônia. O estado está adotando diversas iniciativas, como a lei do transporte zero para espécies nativas, programas de capacitação de condutores de pesca esportiva e a realização de inventários turísticos para mapear oportunidades e direcionar investimentos.

“A pesca esportiva é um segmento bem organizado e coeso. Com políticas públicas eficazes, parceria do setor privado e participação em eventos como este, conseguimos exibir o potencial de Mato Grosso e aumentar a atração de turistas para o estado”, concluiu.

Além do aspecto econômico, o fórum também ressaltou a importância da sustentabilidade. A pesca esportiva, quando associada à conservação ambiental e ao turismo de experiência, pode gerar renda para comunidades locais e fortalecer práticas relacionadas a gastronomia regional, ecoturismo e turismo cultural.

Comentários estão fechados.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja bem com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Leia Mais

Politica de Privacidade & Cookies