Portal 93
Com você onde você for.

Redução da jornada de trabalho pode custar R$ 5 bilhões a Mato Grosso

O estudo leva em conta os setores de agropecuária, comércio, indústria, serviços e serviço público.

A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) alertou que a proposta de redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas pode resultar em um impacto de R$ 5,1 bilhões por ano em encargos e horas extras para a economia local.

O estudo leva em conta os setores de agropecuária, comércio, indústria, serviços e serviço público.

Em Mato Grosso, 96% dos mais de 16 mil estabelecimentos industriais são micro e pequenas empresas, que seriam diretamente afetadas pela medida.

A análise realizada pelo Observatório de Mato Grosso considera dois cenários: novas contratações ou pagamento de horas extras, ambos levando a uma redução significativa na produção.

Ao todo, a mudança poderia gerar a perda de mais de 155 milhões de horas de trabalho, comprometendo a competitividade e produtividade dos setores.

Dentre os impactos financeiros, a folha de pagamento poderia aumentar 9,92% no caso de novas contratações e 14,88% se o setor optar pelo pagamento de horas extras.

Isso se traduz em um acréscimo estimado de R$ 3,4 bilhões e R$ 5,1 bilhões, respectivamente.

Particularmente na indústria, a redução da jornada afetaria cerca de 167 mil trabalhadores, resultando em uma perda de 34 milhões de horas, com custos adicionais de R$ 1,2 bilhão por ano, se horas extras forem consideradas, ou R$ 800,31 milhões com novas contratações.

Os valores referentes às horas extras e novas contratações representam 3,26% e 2,17% do PIB Industrial de Mato Grosso, estimado em R$ 36,4 bilhões.

Os setores mais impactados seriam os de alimentos e frigoríficos, seguidos pela fabricação de biocombustíveis, constução civil e extração de minerais.

A Fiemt destaca que a redução da jornada deve ser discutida com cautela, dado que pode elevar os custos de produção e afetar a geração de empregos.

Além disso, em um cenário de baixa oferta de mão de obra, essa mudança pode complicar ainda mais a contratação de trabalhadores, prejudicando o crescimento econômico do estado.

Comentários estão fechados.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja bem com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Leia Mais

Politica de Privacidade & Cookies