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Passagens aéreas em Mato Grosso custam 15% a mais que média nacional

Em outubro de 2025, a tarifa aérea real média no Brasil, corrigida pelo IPCA, foi de R$ 630,33, enquanto em Mato Grosso, o valor atingiu R$ 725,90, resultando em uma diferença de quase R$ 100 por bilhete.

Passageiros que embarcam em aeroportos de Mato Grosso enfrentam tarifas médias 15,16% superiores às do restante do Brasil, conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Em outubro de 2025, a tarifa aérea real média no Brasil, corrigida pelo IPCA, foi de R$ 630,33, enquanto em Mato Grosso, o valor atingiu R$ 725,90, resultando em uma diferença de quase R$ 100 por bilhete.

Camara 22814/2026

Essa disparidade ilustra uma tendência histórica de preços elevados nas regiões Centro-Oeste e Norte, influenciada por fatores como a escassez de voos, grandes distâncias e custos operacionais altos. No comparativo entre as principais companhias, a média nacional em outubro registrou R$ 720,36. Entretanto, as tarifas em Mato Grosso superaram este valor, com médias de R$ 807,26 (Azul), R$ 858,40 (GOL) e R$ 884,07 (Latam).

Outro dado relevante é que a receita por quilômetro voado foi de R$ 0,4975 no Brasil, face a R$ 0,5154/km em Mato Grosso, indicando um custo superior para os voos na região.

Adicionalmente, apenas 44% das assentos em Mato Grosso eram vendidos a preços de até R$ 500, em comparação aos 51,9%% disponíveis no restante do país, o que ressalta a escassez de tarifas promocionais no estado.

A Anac informou que as oscilações de preço são naturais em um mercado de precificação livre desde 2001, com a variação determinada por competição, demanda e custos operacionais, tais como o preço do querosene de aviação (QAV). Apesar dos preços elevados, passageiros relatam frequentes atrasos e cancelamentos.

O empresário Gustavo Oliveira enfrentou dificuldades ao tentar retornar a Cuiabá a partir do Rio Grande do Sul. Ele chegou à capital apenas às 3h da madrugada de quarta-feira após mudanças de conexão e cancelamentos, além de ter suas malas danificadas. Oliveira criticou a companhia aérea e recomendou que outros passageiros exijam documentação referente a atrasos, citando a Resolução 400 da Anac.

A empresária Camila Zanotto Surian Marchiore, de 45 anos, também teve prejuízos com alteração repentina de seu voo, que a impossibilitou de participar de um encontro empresarial programado. Diante da falta de alternativas, a família acumulou custos com reservas já pagas e o risco de perder toda a programação anual.

Leia a reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta.

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