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No Dia Internacional do Café, setor encara incertezas globais

O Dia Internacional do Café, comemorado em 1º de outubro, destaca a relevância cultural e econômica da bebida mais consumida no mundo após a água. O Brasil, maior produtor e exportador, enfrenta desde 2020 desafios significativos, incluindo eventos climáticos extremos e tensões geopolíticas que elevam os custos de produção.

Uma pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), realizada com 4.200 pessoas, revela que 24% dos consumidores diminuíram seu consumo, a maior taxa registrada até agora. O principal motivo da queda é o aumento expressivo dos preços, que superou 70% nos últimos dois anos, de acordo com dados do IBGE.

Entre as preocupações do setor, destacam-se as tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras desde agosto.

Marcos Matos, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), enfatiza a importância de garantir a isenção tarifária rapidamente, tentando dialogar com autoridades norte-americanas. Além disso, a nova lei antidesmatamento da União Europeia representa um desafio adicional, mas Matos afirma que a cafeicultura brasileira é sustentável e se preocupa com questões ambientais.

Apesar dos desafios, o café segue como um símbolo da cultura brasileira, sendo parte da rotina de 98% dos consumidores. Uma pesquisa indica que 87% dos entrevistados reconhecem a qualidade do café brasileiro por meio dos selos da ABIC, destacando a confiança na certificação. Para Matos, o café representa um legado nacional.

Em 2027, a bebida completará 300 anos no Brasil, reforçando a necessidade de promoção da sustentabilidade e competitividade no setor.

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