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IA vai tirar seu emprego? Veja as 40 profissões em risco

Um estudo recente da Microsoft revelou que profissões baseadas em linguagem, produção de conteúdo, computação, matemática e tarefas repetitivas estão entre as mais vulneráveis à automação por inteligência artificial. A pesquisa analisou o mercado de trabalho dos Estados Unidos, mas os impactos têm reflexos globais — inclusive no Brasil.

Por outro lado, atividades manuais, operacionais ou que envolvem esforço físico apresentam menor risco de substituição pelas tecnologias de IA.

O estudo

Intitulado “Working with AI: Measuring the Occupational Implications of Generative AI” (ou “Trabalhando com IA: Medindo as Implicações Ocupacionais da IA Generativa”), o levantamento foi publicado em 22 de julho como pré-print — ou seja, ainda sem revisão por pares.

A análise se baseou em 200 mil interações anônimas de usuários com o Copilot, assistente de IA da Microsoft, para entender quais tarefas são mais solicitadas à tecnologia, como ela se sai nessas demandas e qual a parcela do trabalho já sendo automatizada.

Utilizando o banco de dados O*NET, referência nos EUA para estruturação de cargos e ocupações, os pesquisadores atribuíram a cada profissão um “índice de aplicabilidade da IA” — quanto maior a pontuação, maior o potencial de automação.

As 40 profissões mais impactadas pela IA

Entre os profissionais mais afetados estão tradutores, redatores, professores, jornalistas, atendentes e até comissários de bordo. Veja alguns destaques da lista:

  • Intérpretes e tradutores

  • Redatores e autores

  • Atendentes de suporte ao cliente

  • Representantes de vendas

  • Professores universitários de negócios

  • Repórteres e jornalistas

  • Agentes de viagens

  • Cientistas políticos

  • Programadores de CNC

  • Desenvolvedores web

  • Especialistas em relações públicas

  • Consultores financeiros pessoais

  • Analistas de pesquisa de mercado

  • Locutores e radialistas

  • Editores, revisores e redatores técnicos

  • Cientistas de dados

As menos afetadas

Na outra ponta, profissões que exigem habilidades manuais, contato direto com máquinas ou cuidados físicos continuam com baixa aplicabilidade de IA:

  • Operadores de draga, empilhadeira e tratores

  • Auxiliares de enfermagem

  • Cirurgiões bucomaxilofaciais

  • Técnicos em oftalmologia

  • Lavadores de louça

  • Massagistas

  • Telhadistas e ajudantes

  • Trabalhadores de manutenção rodoviária

  • Embalsamadores

  • Instaladores e reparadores de vidros automotivos

A IA como aliada — e não substituta

Apesar do avanço da IA, o estudo da Microsoft reforça que a tecnologia tende a funcionar como um apoio ao trabalho humano, e não necessariamente como uma substituição. A conclusão vai ao encontro de pesquisas da OIT e da ONU, que também alertam sobre a transformação dos empregos — não apenas sua extinção.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, 1 em cada 4 empregos no mundo pode ser afetado pela IA generativa. Já a ONU estima que quase metade dos postos de trabalho globais podem passar por algum tipo de mudança.

Vale a pena trabalhar com IA?

Especialistas destacam que aprender a usar IA no dia a dia profissional pode aumentar a produtividade e gerar novas oportunidades de carreira. Em vez de temer a substituição, a recomendação é adquirir habilidades para trabalhar em parceria com a tecnologia — como análise de dados, automação de processos, programação ou uso de ferramentas como ChatGPT, Copilot e outras IAs generativas.

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