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Mato Grosso lidera produção nacional de arroz de sequeiro na safra 2023/24

O estado de Mato Grosso conquistou a liderança nacional na produção de arroz de sequeiro durante a safra 2023/2024, segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O levantamento aponta que o estado foi responsável por cerca de 35% da produção brasileira dessa modalidade de arroz, superando até tradicionais produtores como Tocantins, Maranhão e Piauí.

Ao contrário do arroz irrigado, comum no Sul do país, o arroz de sequeiro é cultivado sem irrigação artificial, dependendo exclusivamente das chuvas. Por isso, a produtividade está diretamente ligada à distribuição e volume das chuvas ao longo do ciclo.

“O desempenho de Mato Grosso é reflexo do investimento em tecnologias de manejo, uso de sementes adaptadas ao clima do cerrado e da boa distribuição de chuvas em regiões como o Médio Norte”, destaca o engenheiro agrônomo Silvio Castro, da Embrapa Cerrados.

  • Área plantada: mais de 200 mil hectares

  • Produção total estimada: acima de 750 mil toneladas

  • Crescimento anual: +18% em relação à safra 2022/23

A cultura do arroz de sequeiro em Mato Grosso tem se expandido principalmente em áreas de rotação com soja e milho, trazendo benefícios ao solo e aproveitamento eficiente do calendário agrícola. Outro fator que impulsionou o bom desempenho foi o uso de cultivares mais resistentes à estiagem e com maior potencial produtivo.

Apesar dos bons números, produtores ainda enfrentam desafios com a logística de escoamento e a concorrência com o arroz importado. Mesmo assim, a cotação do arroz de sequeiro no mercado interno tem se mantido atrativa, principalmente em centros consumidores do Norte e Centro-Oeste.

Especialistas acreditam que Mato Grosso seguirá como referência na produção do arroz de sequeiro, especialmente se os investimentos em assistência técnica, pesquisa e armazenamento forem mantidos.

“Mato Grosso mostrou que é possível produzir arroz fora dos tradicionais polos do Sul, com qualidade e sustentabilidade”, reforça Castro.

A expectativa agora é que o estado amplie sua participação nos programas de aquisição de alimentos e fornecimento à merenda escolar, o que pode consolidar ainda mais o arroz de sequeiro como alternativa viável para o agronegócio mato-grossense.

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