A prévia da inflação no Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), subiu 0,41% em junho, uma desaceleração em relação ao avanço de 0,62% em maio. Este resultado indica uma acumulação de 3,45% no ano de 2026 e 4,80% nos últimos 12 meses, superando os 4,64% positivos registrados até maio.
Os preços dos alimentos e das passagens aéreas continuam sendo as principais fontes de pressão sobre a inflação.
O grupo Alimentação e Bebidas, que aumentou 0,74%, teve o maior impacto individual no índice. Embora tenha apresentado desaceleração, alguns produtos tiveram aumentos significativos, como a batata-inglesa, que subiu 29,42%, e o tomate, que teve alta de 17,27%.
Por outro lado, itens como o café moído, que caiu 3,69%, e as frutas, com média de queda de 0,96%, ajudaram a aliviar a pressão nos orçamentos das famílias. O grupo Habitação também contribuiu para a alta da inflação, com um aumento de 0,72%, enquanto Saúde e Cuidados Pessoais subiram 0,47%.
Os combustíveis, no entanto, desempenharam um papel crucial na contenção de uma inflação maior; a gasolina caiu 0,73% e o etanol recuou 5,30%, resultando numa queda total de 1,22% neste grupo. Apesar disso, o aumento de 7,24% nas passagens aéreas limitou a deflação geral no grupo Transportes, que registrou uma leve queda de 0,03%.
Dados do IBGE mostram que a inflação foi identificada em todas as regiões de pesquisa. Brasília teve a maior alta, com 0,93%, enquanto Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador ficaram com os menores índices, todos em 0,28%.
Embora a desaceleração do IPCA-15 seja um sinal positivo, a alta persistente nos preços de alimentos e serviços continua a exigir atenção de consumidores, empresas e autoridades monetárias.