Telefone fixo entra em queda em Mato Grosso; TV sem canais registra forte alta

Desse total, apenas 28 mil ainda mantinham telefone fixo convencional, uma redução de 87% em comparação com 2016, quando eram registrados 211 mil domicílios com esse tipo de serviço. Em contrapartida, 1,373 milhão de residências possuíam telefone celular.

O telefone fixo convencional está cada vez menos presente nas residências de Mato Grosso, enquanto cresce o número de lares com televisão sem acesso a canais abertos ou por assinatura. Os dados fazem parte da PNAD Contínua: Acesso à Internet e à Televisão e Posse de Telefone Móvel Celular para Uso Pessoal 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, Mato Grosso contabilizou 1,374 milhão de domicílios com algum tipo de telefone em 2025, praticamente a totalidade dos 1,39 milhão de lares estimados no Estado.

Desse total, apenas 28 mil ainda mantinham telefone fixo convencional, uma redução de 87% em comparação com 2016, quando eram registrados 211 mil domicílios com esse tipo de serviço. Em contrapartida, 1,373 milhão de residências possuíam telefone celular.

A tendência acompanha o cenário nacional. Em todo o país, o número de domicílios com telefone fixo caiu de 21,8 milhões, em 2016, para 4,7 milhões em 2025. Já os lares com telefone celular aumentaram de 62,2 milhões para 77,9 milhões no mesmo período.

A pesquisa também mostra mudanças no consumo de conteúdo pela televisão. Em Mato Grosso, 191 mil domicílios com aparelho de TV não recebiam canais abertos nem fechados em 2025. Em 2022, esse número era de 92 mil, indicando que o total de residências nessa condição mais que dobrou em três anos.

Enquanto isso, o acesso à televisão aberta permaneceu praticamente estável. O Estado registrou 990 mil domicílios com acesso a canais abertos em 2025, frente aos 995 mil contabilizados em 2022. Já o número de residências com TV por assinatura passou de 305 mil para 307 mil no mesmo período.

No cenário nacional, a quantidade de domicílios com televisão sem acesso a canais abertos ou fechados também apresentou forte crescimento, passando de 3,3 milhões em 2022 para 6,5 milhões em 2025. Ao mesmo tempo, o total de lares com acesso à TV aberta permaneceu em torno de 66 milhões, enquanto aqueles com canais por assinatura recuaram de 20,2 milhões para 18,5 milhões.

A PNAD Contínua é realizada anualmente pelo IBGE e acompanha o acesso da população às tecnologias da informação e comunicação, permitindo identificar mudanças nos hábitos de consumo e na infraestrutura disponível nos domicílios brasileiros.