O mercado imobiliário residencial apresentou recuperação em março de 2026, com o Índice FipeZAP registrando uma alta de 0,48%, superando os resultados dos três meses anteriores.
A valorização foi generalizada, atingindo todas as 56 cidades monitoradas, incluindo 22 capitais. Os maiores aumentos foram verificados em Fortaleza (+1,33%), Vitória (+1,21%) e Natal (+1,17%).
Essa expansão indica um crescimento mais robusto em mercados fora do eixo tradicional.
Comparado aos meses anteriores, o avanço de março representa uma aceleração significativa. Em fevereiro, a alta foi de 0,32%, conforme verificações de 0,20% em janeiro e 0,28% em dezembro.
Embora tenha havido aumento, os preços ainda se alinham aos principais indicadores econômicos. O FipeZAP de março esteve levemente acima da inflação ao consumidor, com IPCA-15 em +0,44%, e próximo do IGP-M, que marcou +0,52%.
Imóveis compactos foram os mais valorizados, com unidades de um dormitório subindo 0,65%. Em contraste, imóveis maiores, com quatro ou mais dormitórios, registraram uma alta mais moderada de 0,20%. Essa tendência reforça a demanda crescente por imóveis menores, geralmente mais acessíveis e desejados por investidores e compradores de primeira moradia.
Com o resultado de março, o índice acumula uma alta de 1,01% no primeiro trimestre de 2026, embora ainda abaixo da inflação acumulada do período, que foi de +1,48%. Isso indica uma leve perda de valor real dos imóveis neste início de ano.
Regionalmente, 51 das 56 cidades mostraram valorização no trimestre, com Belém (+4,90%), Manaus (+3,06%) e Fortaleza (+2,87%) se destacando.
Analisando o desempenho em 12 meses, o Índice FipeZAP acumula alta de 5,62%, superando a inflação ao consumidor (+3,69%) e o IGP-M, que continua em queda (-1,83%).
O preço médio dos imóveis residenciais no Brasil atingiu R$ 9.720 por metro quadrado em março, com Vitória liderando as capitais com o maior valor (R$ 14.603/m²), seguida por Florianópolis e São Paulo. O desempenho do mercado imobiliário sinaliza uma recuperação moderada, com crescente valorização, especialmente em cidades além do eixo Rio-São Paulo.
Apesar do crescimento, ainda há sensibilidade às condições macroeconômicas, como juros e renda das famílias.