O mercado brasileiro de soja registrou baixa atividade nesta terça-feira (19), com a ausência de grandes negócios e pequenas oscilações nos preços nas regiões produtoras.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a valorização do dólar foi compensada pela queda dos prêmios nos portos e a Bolsa de Chicago operou com pouca variação.
O produtor permaneceu afastado do mercado, adotando uma abordagem cautelosa em relação à comercialização.
Silveira comentou:
“Ontem os movimentos foram melhores. Hoje, tivemos melhores ofertas para pagamentos mais alongados.”
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja apresentaram um fechamento misto.
A volatilidade foi influenciada pelo acordo entre os Estados Unidos e a China, que promete a compra de produtos agrícolas americanos.
O governo norte-americano anunciou que a China se comprometeu a adquirir pelo menos US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas dos EUA entre 2026 e 2028, resultante de reuniões entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.
Entretanto, o bom desenvolvimento das lavouras de soja nos Estados Unidos limitou os ganhos e pressionou alguns contratos. Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostraram que 67% da área prevista para plantio já foi ocupada, superando tanto os 63% do ano passado quanto a média de 53% nos últimos cinco anos.
Os contratos de soja com entrega em julho encerraram o dia em queda de 3,50 3,50 centavos de dólar, ou 0,28%, cotados a US$ 12,09 1/2 por bushel. O contrato de agosto fechou a US$ 12,09 3/4, com uma redução de 0,10%.
- Entre os subprodutos, o farelo de soja para julho caiu US$ 2,20, finalizando a US$ 332,30 por tonelada.
- O óleo de soja com vencimento em julho encerrou a R$ 75,44 centavos de dólar, com uma perda de 0,25%.
No mercado de câmbio, o dólar comercial terminou a sessão em alta de 0,87%, cotado a R$ 5,0411 para venda, variando entre R$ 5,0090 e R$ 5,0580 ao longo do dia.