O Anuário do Transporte Aéreo 2025 da Anac revela que os lucros das aéreas brasileiras 2025 somaram R$ 4,3 bilhões, resultado que coincide com um salto na demanda doméstica e alterações na composição dos custos do setor.
Resumo do ano: lucro, passageiros e mudanças de custos
O relatório da Agência Nacional de Aviação Civil mostra que 2025 foi um ano de recuperação e expansão para as companhias aéreas brasileiras.
O mercado doméstico transportou 101 milhões de passageiros, alta de 8,4% sobre 2024 — a primeira vez na série histórica da Anac que o setor ultrapassou a barreira dos 100 milhões em um ano. O índice de aproveitamento das aeronaves (load factor) atingiu 83,6%, o maior da série.
Como o custo das companhias evoluiu
Entre os componentes de custo, a participação do combustível — tradicionalmente o maior peso — caiu de 30,6% para 29,4% da estrutura de gastos. Em contrapartida, a fatia relativa a seguro, arrendamento e manutenção de aeronaves aumentou de 18,8% para 21,2%, refletindo mudanças na composição dos custos operacionais das empresas.
Tarifas e yield em queda
Em termos tarifários, a tarifa doméstica média recuou 3,3% em 2025 na comparação real com 2024. O Yield Doméstico Médio, que mede o valor cobrado por quilômetro voado, caiu 4,9% no período, indicando pressão por preços menores mesmo diante do aumento da demanda.
Participação de mercado e desempenho das principais empresas
Latam foi a líder de mercado em 2025, com 39 milhões de passageiros e 38,6% de participação no mercado doméstico. A Gol respondeu por 31,8 milhões de passageiros (31,4% do mercado), revertendo a queda de 2024, e a Azul transportou 30,2 milhões de passageiros, com 30,2% de participação.
Crescimentos por companhia
- Gol: maior crescimento em passageiros domésticos, alta de 13%, e aumento de 11% no número de voos.
- Latam: aumento de 11,5% no volume de passageiros e 9,1% nas operações domésticas.
- Azul: cresceu 3,2% em passageiros transportados, mas reduziu em 2,5% a quantidade de voos realizados.