Foragido por morte de policial é preso em garimpo no Teles Pires

Um homem identificado como L.F.F.A., suspeito de envolvimento no latrocínio que vitimou o policial civil aposentado Derli José Alves, em fevereiro de 2023, foi preso pela Polícia Civil na tarde da última sexta-feira (11), durante uma ação conjunta das Delegacias de Paranaíta e Apiacás.

Considerado foragido da Justiça, o suspeito tinha dois mandados de prisão em aberto, sendo um deles expedido pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá, relacionado à morte do policial. O crime foi investigado, à época, pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Capital.

A prisão ocorreu em uma balsa de garimpo no rio Teles Pires, após os policiais receberem informações de que o foragido estaria se escondendo em uma aldeia indígena da região. Após monitoramento e diligências, os agentes localizaram o suspeito e efetuaram a prisão. Ele foi encaminhado à Delegacia de Paranaíta, onde os mandados foram cumpridos, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

Relembre o caso:

O policial aposentado Derli José Alves desapareceu na noite do dia 21 de fevereiro de 2023, em sua propriedade localizada no Parque Itaguaí, às margens da MT-251, em Cuiabá. O genro da vítima, H.L.S., de 25 anos, foi preso em flagrante após se apresentar na DHPP dois dias depois do desaparecimento e confessar o crime.

Ele revelou ter agido com a ajuda de um comparsa e indicou o local onde o corpo foi ocultado. A vítima foi encontrada nas proximidades do rodoanel, no Distrito do Sucuri, em Cuiabá. Duas armas que pertenciam ao policial — um revólver e uma pistola — foram localizadas e apreendidas.

As investigações confirmaram o crime de latrocínio (roubo seguido de morte). Após a execução e ocultação do corpo, os autores “esfriaram” a caminhonete da vítima, deixando-a em um local de fácil acesso, com a intenção de vendê-la posteriormente.

A prisão de L.F.F.A. representa mais um passo no avanço das investigações e reforça o trabalho da Polícia Civil no combate à impunidade.