Colíder (MT) – A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) autorizou a redução controlada do nível do reservatório da Usina Hidrelétrica de Colíder em 17 metros. A decisão foi tomada após solicitação da Eletrobras, que identificou falhas em parte do sistema de drenagem da barragem.
O procedimento, iniciado em 14 de agosto de 2025, deve durar 33 dias, com rebaixamento médio de 0,5 metro por dia. A medida é considerada preventiva e tem como objetivo reduzir a pressão sobre a estrutura, garantindo a segurança da barragem e das comunidades localizadas a jusante.
Falhas em drenos motivaram alerta
Segundo a Eletrobras, desde fevereiro foram identificados cinco drenos danificados, entre os 70 existentes na estrutura. O problema levou a companhia a elevar o nível de segurança da barragem de “atenção” para “alerta”, acionando o Plano de Ação Emergencial (PAE).
Um painel de especialistas externos recomendou o rebaixamento imediato do reservatório para permitir inspeções detalhadas. A empresa reforça que não há risco iminente de rompimento, mas que o monitoramento foi intensificado.
Acompanhamento técnico e ambiental
A operação conta com acompanhamento presencial de técnicos da Sema-MT. Para mitigar impactos ambientais, foram mobilizadas equipes para o resgate da ictiofauna, evitando a mortandade de peixes durante o processo de esvaziamento.
O PAE prevê comunicação contínua às comunidades, Defesa Civil e órgãos competentes, garantindo que as medidas de segurança pública, ambiental e operacional sejam priorizadas.
Usina Hidrelétrica de Colíder
Localizada no rio Teles Pires, a UHE Colíder tem capacidade instalada de 300 megawatts (MW), suficiente para abastecer cerca de 850 mil habitantes. A usina foi construída entre 2011 e 2019 pela Copel e passou a ser operada pela Eletrobras em junho de 2025.
A redução do reservatório da UHE Colíder é uma medida preventiva e controlada, acompanhada por órgãos ambientais e de segurança. O objetivo é assegurar a estabilidade da estrutura e a proteção das comunidades, reforçando a transparência e a responsabilidade na gestão da barragem.