Discussão por guarda de criança acaba em violência e prisão de casal

Já o homem contou que encontrou o veículo do ex-companheiro estacionado em um bar e foi até o local para questioná-lo sobre onde estava o filho.

Um homem, de 46 anos, foi preso pela Polícia Militar após ser acusado de agredir a ex-companheira durante uma discussão envolvendo a guarda do filho do casal, uma criança de 3 anos em Ipiranga do Norte.

Segundo as informações obtidas pelo JK, os dois envolvidos entraram em contato com a Polícia Militar onde a mulher relatou que manteve um relacionamento com o suspeito e que a guarda da criança ainda não foi definida judicialmente.

Já o homem contou que encontrou o veículo do ex-companheiro estacionado em um bar e foi até o local para questioná-lo sobre onde estava o filho.

O homem teria informado que a criança permanecia em sua residência, sob os cuidados de um conhecido maior de idade.

Diante da informação, a mulher foi até a casa do ex-companheiro para buscar o menino e permanecer com ele enquanto o pai estava ausente. Pouco depois, o homem chegou ao imóvel bastante alterado, dando início a uma discussão sobre quem ficaria responsável pela criança naquele momento.

A mulher afirmou aos policiais que foi atingida com socos na região do abdômen e um tapa no rosto. Durante a agressão, ela teria sofrido um corte na parte interna do lábio devido ao contato com o aparelho ortodôntico.

O homem, por sua vez, apresentou uma versão diferente. Ele alegou que a ex-companheira entrou na residência sem autorização, danificou um ventilador e outros objetos, além de arremessar uma bicicleta em sua direção.

Ainda conforme o suspeito, a mulher teria machucado o próprio lábio durante a confusão, após o impacto provocado pela bicicleta.

Diante das versões apresentadas e dos indícios de possíveis crimes, os dois foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Sorriso, sem o uso de algemas, para as providências cabíveis.

Por causa da situação de vulnerabilidade da criança, o Conselho Tutelar de Ipiranga do Norte foi acionado.

O menino ficou temporariamente sob os cuidados de uma pessoa de confiança indicada pela mãe, até o retorno de um dos responsáveis legais.

O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil.