Com a Páscoa se aproximando, o consumo de pescados aumenta em todo o Brasil, especialmente na Festa de Sexta-Feira Santa.
No entanto, muitos consumidores têm dúvidas sobre como garantir que o peixe que compram está fresco e seguro para consumo.
Para ajudar a população, o Instituto de Pesca tem desempenhado um papel fundamental ao combinar conhecimento científico com ações educativas e publicações acessíveis. Isso é crucial em uma época em que o aumento da demanda por pescados pode levar a riscos de qualidade.
A identificação de um peixe fresco deve começar no ponto de venda. Preferir lojas regularizadas pela Vigilância Sanitária é essencial. Além disso, a temperatura do pescado deve ser mantida sobre gelo, próximo de 0°C. A falta de gelo ou um armazenamento inadequado pode afetar rapidamente a qualidade do produto. É aconselhável deixar a compra do peixe como última na lista, reduzindo o tempo fora de refrigeração.
O pescado congelado também é uma opção segura, desde que alguns cuidados de conservação sejam observados. Considerado uma proteína completa do ponto de vista nutricional, o peixe é rico em ômega 3, essencial para a saúde do coração e do cérebro. Além disso, contém proteínas de alta digestibilidade, vitaminas A, D e B (com destaque para a B12), e minerais como ferro, cálcio, fósforo e iodo.
Estudos sugerem que consumir peixe de duas a três vezes por semana pode ajudar na prevenção de doenças cardiovasculares e promover o bom funcionamento do organismo. O Instituto de Pesca também incentiva o consumo de espécies menos conhecidas, os chamados peixes não convencionais (Penacos), que diversificam a alimentação e fortalecem a economia regional.