Trump taxa Mercosul em 10% e países reagem de formas opostas

Brasil resiste, Argentina se alinha: Mercosul dividido após tarifa de Trump

Em 2 de abril de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a implementação de uma tarifa base de 10% sobre todas as importações, além de tarifas adicionais para países com os quais os EUA possuem déficits comerciais significativos. Essa decisão gerou reações diversas entre os países do Mercosul, incluindo Argentina e Brasil.

Argentina

O presidente argentino, Javier Milei, durante uma visita à Flórida, expressou apoio à nova política tarifária dos EUA. Em um evento da organização Make America Clean Again (MACA) em Mar-a-Lago, Milei afirmou que a Argentina ajustará sua legislação para se alinhar à proposta de tarifas recíprocas de Trump, destacando que já foram cumpridos nove dos 16 requisitos necessários. Além disso, a Argentina busca um empréstimo de US$ 20 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI), para o qual o apoio dos EUA é considerado crucial. No entanto, o representante de Trump para a América Latina, Mauricio Claver-Carone, condicionou esse apoio ao término dos acordos financeiros da Argentina com a China.El 

Brasil

O governo brasileiro expressou preocupação com a tarifa de 10% imposta às exportações do país. Em resposta, o Brasil está avaliando todas as ações possíveis para garantir reciprocidade no comércio bilateral, incluindo recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC). Além disso, o Congresso brasileiro aprovou uma lei que estabelece um marco legal para responder a medidas comerciais unilaterais, possibilitando a implementação de contramedidas, como tarifas.

Essas reações refletem as diferentes abordagens dos países do Mercosul diante das novas políticas comerciais dos EUA, variando entre a adaptação às exigências americanas e a consideração de medidas retaliatórias para proteger seus interesses econômicos.