O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a China hackeou e comprou dados de eleitores em dezenas de milhões de registros espalhados por 18 estados, e anunciou a abertura de um inquérito federal para apurar a denúncia uma alegação que, segundo ele, constitui uma grave interferência da china nas eleições.
Resumo dos fatos
Em pronunciamento na noite de quinta-feira, 16, Trump declarou que o governo de Pequim obteve ilegalmente informações eleitorais e que a Casa Branca liberará relatórios de inteligência classificados para comprovar a invasão estrangeira.
O presidente ordenou que o FBI e o Departamento de Justiça iniciem investigações e punam os responsáveis.
O que o governo alega
Trump afirmou que as agências federais já tinham conhecimento de condutas irregulares no passado, mas que apurações foram paralisadas e arquivadas pela administração do ex-presidente Joe Biden. Como exemplo das vulnerabilidades, citou um grupo de registro de eleitores em Muskegon, no estado de Michigan.
Vínculo com a agenda legislativa
O pronunciamento também teve intenção política: serviu como instrumento de pressão sobre o Senado para aprovar um pacote de mudanças nas regras de votação, batizado de “Salve a América”, cujo objetivo, segundo a proposta, é endurecer requisitos eleitorais antes das eleições legislativas de 3 de novembro.
Principais pontos do projeto
- Exigir comprovante de cidadania no momento do registro para votar em eleições federais.
- Obrigações para apresentação de documento de identidade oficial com fotografia no ato do voto.
- Medidas apresentadas como resposta a falhas de segurança e ao risco de interferência externa.
Críticas e defesas
Congressistas do Partido Democrata criticaram a proposta, argumentando que as novas exigências criariam barreiras ao voto para minorias e eleitores de baixa renda. O presidente rebateu os opositores, afirmando que a intenção é corrigir falhas do sistema atual e proteger a soberania nacional — e não minar a credibilidade da democracia americana.
Repercussões e incertezas
Especialistas e autoridades eleitorais alertam que alegações de interferência estrangeira exigem comprovação técnica e legal detalhada. Até a publicação desta matéria, fontes públicas não confirmaram a divulgação dos relatórios de inteligência mencionados por Trump. A acusação intensifica o debate sobre segurança dos dados eleitorais e sobre a possibilidade de interferência da china nas eleições ser usada como argumento político.