O governo do Irã declarou que não está disposto a discutir a continuidade de seu programa nuclear diante dos recentes ataques israelenses, mesmo com os esforços de líderes europeus para reabrir negociações na próxima quinzena.
Os confrontos entre Irã e Israel se intensificaram na última sexta-feira, 20, com novas ofensivas aéreas israelenses atingindo várias instalações militares iranianas, conforme informou o Exército de Israel. Os alvos incluíram a Organização de Inovação e Pesquisa Defensiva, suspeita de desenvolver armas nucleares. Fontes iranianas relataram que uma fábrica de fibra de carbono, utilizada na produção de mísseis, foi destruída, mas negaram a existência de projetos nucleares no local.
Os ataques israelenses ao Irã começaram na sexta-feira anterior, sob a justificativa de impedir o avanço do programa nuclear iraniano, que, segundo Teerã, é destinado a fins pacíficos. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones em direção a Israel. A estratégia israelense visaria não só locais nucleares, mas também estruturas de mísseis e áreas civis, buscando ao mesmo tempo desestabilizar o governo do aiatolá Ali Khamenei.
“Estamos visando a queda do regime? Isso pode ser um resultado, mas cabe ao povo iraniano se levantar por sua liberdade”, afirmou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
A disputa se agrava ainda mais com as acusações israelenses de que o Irã ataca deliberadamente civis, utilizando munições de fragmentação. Enquanto isso, a representação iraniana nas Nações Unidas se manteve em silêncio. O Irã defende que seus ataques visam apenas alvos militares e de defesa em Israel, embora tenha reconhecido atingir um hospital e outras áreas civis durante os confrontos.