O mercado brasileiro de soja registrou uma quinta-feira (19) com poucas transações, destacando-se por movimentações isoladas nos portos, mas sem volumes significativos. Segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, a volatilidade no câmbio e na Bolsa de Chicago influenciou a baixa liquidez, já que produtores e tradings permanecem afastados das negociações.
Os ajustes nas cotações foram modestos, em torno de R$ 1 por saca na maioria das praças, sem uma tendência clara.
Ao longo da semana, o mercado demonstrou cautela em face das incertezas externas, refletindo a hesitação dos operadores em realizar negócios.
No exterior, os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago apresentaram alta, impulsionados pela expectativa de aumento da demanda por matéria-prima destinada ao biodiesel, devido à valorização do petróleo, que superou os US$ 119 por barril em meio a tensões no Oriente Médio. As exportações líquidas de soja dos EUA totalizaram 298,2 mil toneladas na semana encerrada em 12 de março para a temporada 2025/26, abaixo das expectativas, sendo a China a maior compradora, com 79,9 mil toneladas.
Na CBOT, o contrato de maio subiu 0,58%, fechando a US$ 11,68 1/2 por bushel, enquanto o contrato de julho avançou 0,57%, atingindo US$ 11,83 1/4. Entre os subprodutos, o farelo teve um aumento significativo de 3,35%, enquanto o óleo apresentou uma leve queda.
No campo cambial, o dólar comercial encerrou o dia com uma queda de 0,49%, cotado a R$ 5,2171 para venda, após registrar flutuações entre R$ 5,2021 e R$ 5,3136 ao longo do dia.