Setor químico estima custo adicional de US$ 66 milhões com novo tarifaço

A entidade afirmou que os grupos mais afetados de produtos pelas tarifas do governo de Donald Trump são tintas, vernizes ⁠e lacas; fibras têxteis ​sintéticas; e sabões, detergentes e produtos de perfumaria, “praticamente sem ​produtos contemplados pelas isenções e, portanto, sujeitos a uma sobretaxa próxima ⁠de 25%”.

A (Associação Brasileira da Indústria Química) afirmou na quinta-feira (16) ​que a imposição de novas tarifas ​de importação contra produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos deve gerar um incremento potencial de custos de até o final do ano.

A entidade afirmou que os grupos mais afetados de produtos pelas tarifas do governo de Donald Trump são tintas, vernizes ⁠e lacas; fibras têxteis ​sintéticas; e sabões, detergentes e produtos de perfumaria, “praticamente sem ​produtos contemplados pelas isenções e, portanto, sujeitos a uma sobretaxa próxima ⁠de 25%”.

Além desses, a Abiquim ⁠cita como : químicos orgânicos e resinas e ​elastômeros, ‌com químicos inorgânicos e defensivos agrícolas tendendo a sofrer menos efeitos,

“em ⁠razão da elevada participação de produtos incluídos na lista de isenções”.

Nas contas da associação, embora apenas dos códigos tarifários (SH6) do universo químico exportado ‌aos ⁠EUA tenham sido ‌isentados da , “esses códigos concentram parcela significativa do valor exportado”.

A Abiquim afirmou que dos , 493 ficaram ⁠isentos da sobretaxa, enquanto 684 códigos (58%) ⁠estão sujeitos à nova tarifa de Trump.

“Isso significa que, embora a maior parte do ‌valor exportado esteja concentrada em poucos produtos beneficiados pelas isenções, a sobretaxa continua incidindo sobre a maioria dos itens da “, afirmou a entidade no comunicado.

Em termos de valor ‌exportado, as isenções abrangem entre das , concentradas em poucos produtos de grandes volumes vendidos ⁠ao país, como alumina calcinada, silício, hidróxido de alumínio e óxido de nióbio.

A Abiquim calcula que os EUA tiveram um superávit comercial do ​setor químico com o Brasil de mais de no ano ​passado. Para a entidade, a medida “não encontra justificativa na relação comercial entre os dois países e tampouco contribui para ampliar a competitividade da indústria norte-americana”.