Em Mato Grosso, a seletividade alimentar nas crianças se transformou em uma preocupação de saúde pública, com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) apontando que 5,2% das crianças apresentam baixa estatura.
Essa situação, segundo especialistas, pode estar associada à rigidez alimentar observada no Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Em Mato Grosso, mais de 6,6 mil Carteiras de Identificação do Autista já foram emitidas, refletindo a necessidade de uma resposta adequada por parte da rede de saúde. Em Cuiabá, a rede pública está se adaptando para reconhecer essa sensibilidade sensorial, visando evitar diagnósticos tardios.
A doutora Fernanda destaca que os alunos da pós-graduação em Pediatria analisam cuidadosamente as crianças, buscando diagnósticos precisos.
Enquanto a seletividade alimentar em algumas crianças pode ser uma fase passageira, no autismo tende a ser um problema persistente, restringindo a dieta a uma única cor ou textura, o que pode resultar em deficiências essenciais como ferro e vitaminas D e B12.
A profissional enfatiza que a atenção deve ser ampliada quando a recusa alimentar é acompanhada por outros sinais, como atraso na fala ou baixo contato visual. ‘Nem toda seletividade é normal. Se a dificuldade persiste após os 6 anos ou se há engasgos frequentes, a avaliação médica é urgente. O suporte precoce é crucial para garantir que o desenvolvimento físico e neurológico não seja comprometido por questões tratáveis‘, conclui.
A Afya Educação Médica Cuiabá oferece atendimentos gratuitos em várias especialidades, incluindo Pediatria e Nutrologia, com consultas agendadas através do número (65) 99689-7280. A Afya, líder em educação médica no Brasil, integra 37 instituições de ensino superior e foi reconhecida como uma das mais inovadoras do país, destacando-se pelo uso de práticas digitais no ensino da Medicina e suporte aos profissionais da área.