O mercado brasileiro de soja apresentou dificuldades no primeiro dia de abril, com uma queda significativa nos principais formadores de preços, como Chicago e o dólar. Segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, os prêmios oscilaram entre estáveis e levemente altos, mas sem impacto relevante nas negociações.
O resultado foi um recuo nas cotações no mercado físico, afastando os produtores e reduzindo a participação deles nas vendas.
O ritmo das transações foi bastante lento, com negócios ocorrendo apenas de forma pontual, conforme a necessidade imediata dos envolvidos.
Nos portos, as ofertas mostraram firmeza para entregas em maio, enquanto abril apresenta uma janela mais restrita, com pouco espaço disponível devido aos volumes já programados para embarque.
No cenário internacional, os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago fecharam em baixa, pressionados pela queda no preço do óleo, que seguiu a tendência de recuo do petróleo. Os investidores também reagiram ao ambiente financeiro global, preocupados com o desenrolar do conflito no Oriente Médio e a possibilidade de redução das tensões. As declarações do presidente dos Estados Unidos sobre um possível fim próximo do conflito influenciaram o sentimento de mercado, embora tenham sido contestadas por autoridades iranianas.
Além disso, no câmbio, o dólar recuou 0,43%, encerrando o dia cotado a R$ 5,1576, o que contribuiu ainda mais para a pressão sobre os preços no mercado interno.