Um estudo recente revelou que o tempo médio de deslocamento na BR-163 pode ser reduzido em 27,8% após a conclusão das obras de infraestrutura no trecho de 850,9 quilômetros entre Itiquira e Sinop.
Segundo a Nova Rota do Oeste, os motoristas podem esperar economizar cerca de quatro horas de viagem.
O levantamento, realizado pela Infraplan, analisou o cenário anterior à retomada da duplicação e projetou os resultados para 2030, levando em consideração o comportamento médio diário do tráfego.
Entre as intervenções fundamentais estão a duplicação entre Cuiabá e Sinop e o contorno viário de Lucas do Rio Verde, que estão incluídas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e na Revisão Quinquenal da ANTT.
As projeções indicam que o tempo de viagem na BR-163 diminuirá de 13 horas e 38 minutos para 9 horas e 50 minutos, resultando em uma redução total de 3 horas e 48 minutos. Durante períodos de alto movimento, como feriados e o escoamento da safra, a melhoria na infraestrutura poderá proporcionar uma redução de até 45%, conforme simulações realizadas.
A pesquisa utilizou dados de tráfego obtidos nas praças de pedágio, características da rodovia e previsões de fluxo em diversas condições. Luciano Uchoa, diretor-presidente da Nova Rota, afirma que a duplicação traz benefícios significativos tanto para a segurança viária quanto para o crescimento do Estado. Ele declarou:
“Com a evolução da infraestrutura, teremos viagens mais seguras e rápidas. A duplicação da BR-163 já resultou em uma queda de mais de 90% nos acidentes graves entre Diamantino e Nova Mutum.”
Além disso, Uchoa destacou que com a redução do tempo de viagem, será viável realizar cinco viagens em vez de quatro após a conclusão das obras, representando um ganho significativo em produtividade para a safra de Mato Grosso.
Atualmente, a BR-163 abriga a maior obra de infraestrutura rodoviária em andamento no Brasil, com 230 quilômetros de pista nova já entregues. No total, existem 10 contratos sendo executados simultaneamente, que abrangem a construção do Trevão de Rondonópolis, áreas de escape na Serra de São Vicente e a implementação de conectividade ao longo do eixo.