Programa promove inclusão escolar de crianças com autismo

As dificuldades enfrentadas na inclusão escolar influenciaram a criação de um modelo de atendimento que visa promover mais autonomia para as crianças.

Desenvolvido há aproximadamente três anos, o programa oferece acompanhamento no contraturno escolar, focado na adaptação e no desenvolvimento social dos alunos.

A iniciativa nasceu da experiência dos fundadores da clínica, Camila Albuês e Clayton Torres, pais de Arthur, um adolescente de 13 anos com TEA.

As dificuldades enfrentadas na inclusão escolar influenciaram a criação de um modelo de atendimento que visa promover mais autonomia para as crianças.

De acordo com a psicóloga Izabel Taurines, responsável pelo programa, o trabalho começa com uma avaliação individual, seguida de estratégias personalizadas que abrangem psicopedagogia e estímulos de comunicação.

“Nós não trabalhamos apenas as dificuldades. Muitas vezes, é uma criança não verbal, que aponta, e podemos desenvolver formas de comunicação”, explica.

O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, com duração de até duas horas diárias, e se adapta conforme a evolução da criança.

Os alunos utilizam recursos como mapas mentais para estudar, ressaltando a importância da colaboração com a escola na inclusão diária.

A trajetória de Arthur exemplifica o sucesso do programa.

Clayton Torres destaca que o objetivo sempre foi reduzir a dependência do filho, que atualmente frequenta a escola sem ajuda terapêutica.

Segundo ele, os novos desafios estão mais relacionados ao aprendizado do que ao autismo em si. “Hoje, a dificuldade é de base, como qualquer aluno”, comenta.

Para a equipe da clínica, o resultado mais significativo é não apenas a melhoria do desempenho escolar, mas a preparação das crianças para com mais independência e segurança enfrentarem o mundo fora da clínica.