O Papa Leão XIV buscou reduzir qualquer tensão com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar neste sábado (18) que declarações atribuídas a ele durante sua viagem à África não foram totalmente interpretadas de forma correta.
Falando com jornalistas durante o voo rumo a Angola, o pontífice explicou que um discurso feito anteriormente em Camarões no qual mencionou que o mundo estaria sendo “devastado por um punhado de tiranos” não tinha como alvo o líder americano.
Segundo ele, o texto havia sido preparado com antecedência, antes mesmo de qualquer manifestação pública de Trump a seu respeito.
Leão XIV também deixou claro que não tem interesse em entrar em confronto direto com o presidente.
De acordo com ele, a impressão de um possível debate foi equivocada e não reflete sua intenção.
Aos 70 anos, o pontífice realiza uma das viagens mais extensas de seu papado, passando por quatro países africanos com o objetivo de chamar a atenção da comunidade internacional para as necessidades do continente.
Atualmente, mais de 20% dos católicos do mundo vivem na África, conforme dados do Vaticano.
A repercussão ocorre após críticas feitas por Donald Trump nas redes sociais, no último domingo (12).
Na ocasião, o ex-presidente questionou a atuação do papa em temas como segurança e política internacional, além de mencionar medidas adotadas durante a pandemia de Covid-19, sem apresentar evidências.
Após os comentários, o pontífice reafirmou, em entrevista à Reuters, que continuará se posicionando em defesa da paz e contra conflitos, mas sem a intenção de estabelecer um embate direto com o líder norte-americano.