Desde o dia 1º de julho de 2025, novas regras do Pix passaram a valer para todos os brasileiros. As mudanças foram anunciadas pelo Banco Central como parte de um esforço para aumentar a segurança nas transações e combater fraudes no sistema — que já é utilizado por mais de 140 milhões de pessoas no país.
A principal novidade é a obrigatoriedade da verificação do nome completo do titular no momento do cadastro, alteração, portabilidade ou reivindicação de uma chave Pix. A partir de agora, o nome associado à chave deve estar exatamente igual ao registrado na Receita Federal para o CPF ou CNPJ correspondente. Se houver qualquer divergência, a chave poderá ser recusada ou até mesmo excluída automaticamente pela instituição financeira.
Essa medida foi adotada após o Banco Central identificar milhões de irregularidades. Segundo dados oficiais, cerca de 4,5 milhões de chaves apresentavam grafia incorreta dos nomes, 3,5 milhões estavam ligadas a CPFs de pessoas já falecidas e 1,6 milhão a empresas com CNPJs inativos ou inválidos.
A mudança afeta tanto pessoas físicas quanto empresas. Para usuários comuns, o impacto está principalmente na hora de cadastrar ou atualizar uma chave Pix: será necessário garantir que o nome esteja escrito da forma exata como consta no CPF. Já para empresas, o cuidado deve ser redobrado, pois chaves ligadas a CNPJs irregulares poderão ser excluídas, o que pode afetar o recebimento de pagamentos.
Outro ponto importante é que, a partir de agora, chaves aleatórias não podem mais ser editadas — só é possível excluí-las e criar uma nova. Já para chaves vinculadas a número de telefone, o processo de transferência de titularidade continua permitido, mas as de e-mail perderam essa possibilidade.
Além disso, entra em vigor o aguardado Pix Automático, sistema que permite pagamentos recorrentes, como mensalidades, assinaturas e contas, de forma totalmente digital. O consumidor autoriza previamente as cobranças, e elas são debitadas automaticamente da conta, sem a necessidade de novas autorizações. Essa funcionalidade promete facilitar a vida de consumidores e reduzir a inadimplência para empresas, especialmente em setores como educação, academias, clubes e serviços por assinatura.
As instituições financeiras têm até 1º de outubro de 2025 para adaptar todos os seus processos, incluindo portabilidade e disputas de titularidade. Mas muitas delas já estão implementando os novos sistemas, e os usuários precisam estar atentos.