Mato Grosso voltou a se destacar no cenário internacional da carne bovina. Dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac) mostram que, entre janeiro e outubro, o estado registrou um aumento de 40% nas exportações para países asiáticos, consolidando sua posição como um dos principais fornecedores de proteína animal do continente.
O avanço é impulsionado especialmente pela demanda de mercados como China, Hong Kong, Filipinas e Vietnã, que ampliaram suas compras diante da competitividade do produto mato-grossense e da regularidade no abastecimento.
China segue líder absoluta nas importações
A China, principal compradora da carne bovina mato-grossense, manteve o ritmo elevado ao longo do ano. Segundo o Imac, o mercado chinês respondeu por quase metade de todo o volume exportado para a Ásia, reforçando sua importância estratégica para o setor pecuário do estado.
Apesar das oscilações globais nos preços, a carne mato-grossense segue competitiva pelo seu padrão sanitário, rastreabilidade e capacidade de entrega contínua — fatores decisivos para atender a exigência asiática.
Produção recorde e avanço tecnológico
O crescimento nas exportações também reflete o avanço tecnológico das propriedades rurais de Mato Grosso, que têm investido em:
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melhoria genética do rebanho,
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manejo sustentável,
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integração lavoura-pecuária,
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sistemas modernos de confinamento.
Essas práticas elevaram tanto o volume quanto a qualidade da carne produzida no estado, aumentando sua competitividade frente a outros países exportadores.
Mercado interno aquecido e impacto na economia
Além do desempenho internacional, o setor pecuário segue movimentando fortemente a economia local. A cadeia da carne bovina gera milhares de empregos diretos e indiretos em Mato Grosso, impulsionando frigoríficos, transportadoras, insumos, tecnologia e comércio regional.
Com a expansão das exportações, o estado deve fechar o ano entre os maiores exportadores de carne bovina do Brasil, mantendo um papel central no abastecimento mundial.
Perspectivas para 2025
Para o Imac, a expectativa é que a demanda asiática continue firme no próximo ano, especialmente com a retomada econômica de países como China e Vietnã. Além disso, Mato Grosso tende a se beneficiar de:
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novos acordos sanitários,
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ampliação do número de plantas habilitadas para exportar,
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melhoria da infraestrutura logística.
Se esses fatores se confirmarem, o estado pode superar o ritmo de crescimento registrado em 2024, ampliando ainda mais sua presença no mercado internacional de proteína bovina.