Milho/Cepea: Vendedores retraídos sustentam alta dos preços no Brasil

Apesar do avanço da colheita da segunda safra em todas as regiões produtoras, o volume disponível para negócios segue limitado no mercado interno.

Os preços do milho avançaram em boa parte das praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Apesar do avanço da colheita da segunda safra em todas as regiões produtoras, o volume disponível para negócios segue limitado no mercado interno.

Cenário atual: oferta limitada e produtores fora das negociações

Segundo o Cepea, a média nacional da área colhida ainda está abaixo da registrada em temporadas anteriores. Em paralelo, muitos produtores permaneceram afastados das negociações nos últimos dias, acompanhando a valorização no mercado internacional. Essa postura contribui para elevar a paridade de exportação e, consequentemente, sustentar as cotações internas.

Compradores recorrem aos estoques e adiam compras

Na ponta compradora, pesquisadores do Cepea observam que agentes priorizam o consumo dos estoques existentes em vez de realizar novas aquisições no mercado spot. Essa redução da demanda por compras imediatas reforça a dinâmica de mercado, que por ora mantém os preços elevados.

Expectativa de evolução dos preços

A expectativa analisada pelo instituto é de que os preços possam recuar com o avanço da colheita e o aumento da oferta disponível para venda — seja pela limitação da capacidade de armazenagem, seja pela necessidade de caixa por parte dos vendedores. A velocidade desse recuo dependerá do ritmo de consolidação da colheita da segunda safra e das pressões logísticas e comerciais.

Cotações de referência

No indicador Esalq/BM&FBovespa, a saca de 60 quilos do milho foi cotada a R$ 65,74 na última sexta-feira (24), alta de 0,29% no dia. No acumulado de julho, a valorização é de 3,40%, conforme os dados reportados pelo Cepea.