Entre 23h de sábado (21) e 6h deste domingo (22), Mato Grosso registrou nove casos de violência contra a mulher, incluindo agressões físicas e tentativas de feminicídio.
As ocorrências refletem a gravidade da situação, com a maioria dos agressores sendo companheiros atuais ou ex-parceiros das vítimas.
Um dos casos mais alarmantes envolveu uma avó que solicitou medida protetiva contra seu neto de apenas 15 anos. Durante o mesmo período, as forças de segurança registraram uma série de incidentes, como a prisão de um homem de 33 anos em Alta Floresta, que agrediu sua esposa após um desentendimento. A Polícia Militar tomou conhecimento do caso e a vítima, apesar de apresentar lesões, recusou atendimento médico.
Em Rondonópolis, outro homem de 33 anos foi detido por agredir a ex-companheira, enquanto um terceiro, de 26 anos, em Confresa, foi preso após ameaçar sua ex e disparar uma arma de fogo.
O clima de insegurança se estendeu por diversas cidades, incluindo Diamantino e Lucas do Rio Verde, onde foram registradas agressões durante discussões entre casais.
A situação é ainda mais crítica em casos extremos, como o de uma mulher de 42 anos que foi esfaqueada pelo companheiro em Paranatinga. Ele foi preso após o ataque, enquanto a vítima recebeu atendimento médico devido aos ferimentos.
A delegada Ana Paula Reveles Carvalho, responsável pela polícia civil, alertou que Mato Grosso já contabiliza 3.750 medidas protetivas em 2026. Os números demonstram a gravidade da violência contra a mulher no estado, que no ano passado registrou mais de 18 mil pedidos, com milhares de descumprimentos das medidas.
Apesar das dificuldades, muitas vítimas hesitam em pedir proteção devido a fatores como dependência emocional e medo de represálias. A polícia pode atuar mesmo sem um boletim de ocorrência, já que muitos crimes de violência doméstica são considerados de ação pública.
As medidas protetivas incluem o afastamento do agressor do lar e a proibição de contato com a vítima. Além disso, as vítimas têm acesso a serviços de apoio psicológico e podem receber assistência social, visando garantir sua segurança e bem-estar.
Com dados alarmantes, incluindo 7 feminicídios já registrados em 2026, a urgência em coibir a violência contra a mulher em Mato Grosso se torna evidente. A situação exige uma mobilização social para proteger as vítimas e interromper o ciclo de violência.