O governo de Mato Grosso arrecadou R$ 23,171 bilhões em impostos entre janeiro e junho de 2026, marcando um aumento de 4,94% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
O desempenho fiscal atual deve gerar novos conflitos entre o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa do Estado, dado que a arrecadação superou as estimativas iniciais na Lei Orçamentária Anual para 2026, que previa R$ 40,2 bilhões.
Se a tendência de arrecadação continuar, Mato Grosso poderá ultrapassar R$ 47 bilhões até o final do ano, alcançando um recorde fiscal inédito. A situação contrasta com a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que estabelece um orçamento projetado de R$ 42,1 bilhões para 2027, evidenciando uma discrepância de cerca de R$ 5 bilhões entre a arrecadação real e as previsões do governo.
Os resultados financeiros do Estado vêm sendo alvo de críticas por parte de deputados, que afirmam que a administração pública manipula os dados orçamentários para obter maior flexibilidade no uso do superávit.
Com orçamentos considerados modestos, como o aprovado para 2026, a gestão consegue remanejar receitas sem a necessidade de consentimento prévio do Legislativo, aumentando sua autonomia na alocação de recursos.
Os parlamentares exigem maior precisão nas projeções fiscais encaminhadas para apreciação na Assembleia, de modo a refletir a realidade financeira crescente do Estado.
Nos primeiros meses de 2026, a arrecadação mostrou resultados expressivos:
- De R$ 3,068 bilhões em janeiro, subiu para R$ 3,385 bilhões, um aumento de 10,35%.
- Em março, observou-se a maior ascensão, saltando de R$ 3,892 bilhões para R$ 4,542 bilhões, com um incremento de 16,68%.
- Os últimos dados indicam que, até o dia 15 de junho, a arrecadação somou R$ 3,107 bilhões, com a expectativa de que os valores se igualem ao mesmo período de 2025, que foi de R$ 3,609 bilhões.