Mais Médicos: Sancionados pelos EUA, Padilha defende a parceria com Cuba

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reagiu à recente sanção dos Estados Unidos a dois coordenadores do programa Mais Médicos, que é uma parceria entre o Brasil e Cuba, reativada pela administração de Lula em 2023.

De acordo com o governo dos EUA, essa colaboração representa um golpe diplomático inconcebível, resultando na revogação de vistos para burocratas envolvidos no programa. O Departamento de Estado anunciou que pretende impor novas sanções, buscando restringir a passagem de diversos funcionários do governo brasileiro e ex-membros da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), os quais são considerados cúmplices do esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano.

Em resposta, Padilha minimizou a importância das sanções, classificando-as como ataques injustificáveis. Ele expressou confiança na resistência do programa, mencionando: ‘O Mais Médicos, assim como o Pix, sobreviverá aos ataques injustificáveis de quem quer que seja’, por meio de uma publicação em sua conta no X.

O ministro também criticou a administração Trump, afirmando: ‘Não nos curvaremos a quem persegue as vacinas, os pesquisadores, a ciência e, agora, duas das pessoas fundamentais para o Mais Médicos na minha primeira gestão como Ministro da Saúde, Mozart Sales e Alberto Kleiman’.

Padilha destacou os avanços do programa sob a gestão atual, informando que em dois anos a quantidade de médicos no Mais Médicos dobrou. ‘Temos muito orgulho de todo esse legado que leva atendimento médico para milhões de brasileiros que antes não tinham acesso à saúde’, acrescentou. O ministro reiterou que a saúde e a soberania não são negociáveis e que sua posição continuará a ser firmemente em defesa do povo brasileiro.