Um ano e meio após a entrada em vigor da Lei do Transporte Zero, o cenário nos rios do Pantanal mato-grossense mudou visivelmente: a quantidade de peixes aumentou, a pesca esportiva voltou com força e o turismo regional está aquecido. A medida, em vigor desde 1º de janeiro de 2024, proibiu por cinco anos o transporte, armazenamento e comercialização de pescado em Mato Grosso.
Com a fauna aquática se recuperando, pescadores esportivos voltaram a buscar as águas do estado, atraídos pela chance de capturar grandes peixes – e devolvê-los à natureza. Essa prática, que respeita a sustentabilidade dos ecossistemas, tem refletido diretamente no crescimento da demanda por pousadas, guias, barcos e demais serviços turísticos em toda a região do Pantanal.
“Hoje, os turistas conseguem ver peixes maiores e em maior quantidade. Isso está gerando mais empregos e renda para as comunidades ribeirinhas”, comenta um guia de pesca da região de Cáceres.
A lei, considerada rigorosa por parte dos pescadores comerciais, visa preservar as espécies nativas ameaçadas pela pesca predatória, como o dourado, o pintado e o pacu. Para especialistas em meio ambiente, a medida já apresenta sinais positivos, principalmente no aumento de cardumes e no equilíbrio do ecossistema aquático.
Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, o turismo de pesca esportiva teve um crescimento expressivo em reservas antecipadas e fluxo de visitantes, especialmente nos municípios ribeirinhos.
Entenda a Lei do Transporte Zero:
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Proíbe transporte, armazenamento e comercialização de pescado em todo o Estado;
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Vigência: de 1º de janeiro de 2024 até 31 de dezembro de 2028;
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Objetivo: evitar a extinção de espécies e recuperar o estoque pesqueiro;
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Permitida apenas a pesca esportiva na modalidade “pesque e solte”.